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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Wikileaks: E.U.A. quer impingir OGM na África





A publicação da Wikileaks de telegramas diplomáticos secretos do Departamento de Estado dos EUA classificados pode ser problemático, mas tem sido um tesouro de informações sobre o funcionamento do corpo diplomático americano. Para a maior parte dos casos, as revelações confirmaram coisas que já sabíamos sobre a política dos EUA - e que parece ser o caso da única menção de uma política agrícola nesses milhares de e-mails e documentos (sem dúvida, existem mais) para a qual fui alertado.

Enterrada no fundo de um documento que delineia as prioridades para a recolha de informações na região africana dos "Grandes Lagos" em países como o Burundi, República do Congo e Ruanda, encontramos uma lista do que o Departamento de Estado gostaria de saber em relação à política agrícola da região. Coisas como as políticas governamentais de segurança alimentar, juntamente com informações sobre o impacto dos crescentes preços dos alimentos nesses países. Estatísticas de produtividade agrícola, sobre a melhoria da infra-estrutura, dados sobre o desmatamento e a desertificação, as questões da água e as espécies invasoras são também incluídas como prioridades para a "reportagem".

Mas um dos temas  que também faz parte da lista de prioridades do serviço secreto é o seguinte:

"O governo dos E.U.A. está comprometido a aceitar os alimentos geneticamente modificados e a propagação das plantas geneticamente modificadas"




Tom Philpott relatou sobre a conselheira de Estado para a Ciência, a apaixonada pela biotecnologia Nina Federoff e as suas ligaç


ões com a 

indústria - e, certamente, o chefe do USDA, Tom Vilsack, acredita que os alimentos geneticamente modificados são uma resposta à fome no mundo. Então esta revelação dificilmente conta como uma surpresa. Mas ainda assim é uma pena ver que os nossos espiões estão activamente ocupados a esforçarem-se para tornar o mundo seguro para a Monsanto. Não ter


ão eles nada de melhor para fazer?








Fonte: Grist

Tradução Zona Livre de OGM



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fundação Gates investe na Monsanto


Antes não era propriamente um segredo, mas agora é oficial. A Fundação Gates acabou de comprar um enorme stock de 500 mil acções da Monsanto.

Não há nada de errado com a compra de acções. Mas este é mais um passo duma longa linha de acções da Fundação Gates, na qual defende as políticas e tecnologias agrícolas que beneficirão diretamente o lucro da Monsanto e espremem as pessoas mais vulneráveis da terra: os agricultores que tentam subsistir à fome nos países subdesenvolvidos.

Eis o que acontece quando a agricultura industrial americano colide com os pobres, agricultores de subsistência sem instrução no mundo em desenvolvimento. É trágico, e chega a ser criminal, que uma empresa se aproveiea duma população vulnerável para o seu próprio ganho, tendo como resultado a fome, o empobrecimento contínuo, ou a perda da terra e dum estilo de vida de pobre.


Talvez Gates ache que está a fazer algo de bom para o mundo com sua defesa da biotecnologia e da agricultura industrial. Sem dúvida que todos os executivos da Monsanto e outras empresas de biotecnologia e química assim o dirão. Em vez disso ele deveria ouvir os 400 cientistas que durante três anos realizaram um dos estudos mais completo de agronomia, ciência e tecnologia da história do mundo, o relatório do IAASTD. O relatório reforçou o potencial e a necessidade de a agricultura convencional ser substituida pela agricultura ecológica, aquela a que muitos de nós chamamos biológica.


Noticia no hunfington post
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