O Congresso peruano aprovou por 98
votos a favor e 2 abstenções um decreto que determina a proibição,
por 10 anos, da entrada e produção de organismos geneticamente
modificados no país.
O Peru é um dos maiores exportadores
de produtos biológicos do mundo, incluindo café e cacau, gerando mais
de $3 bilhões por ano e com mais de 40 mil produtores certificados.
É possivel alimentar o mundo inteiro sem pesticidas. Quem o defende é Marie-Monique Robin, uma jornalista e documentarista francesa que percorreu o mundo para ouvir as opiniões de especialistas - de camponeses a engenheiros agrónomos - e concluiu que, sem o recurso a químicos, a população internacional seria capaz de produzir alimentos em quantidade suficiente para que ninguém passasse fome.
Robin, que tem trabalhado numa série documental de três partes sobre a contaminação alimentar desde 2008, acaba de lançar o seu mais recente trabalho, "Les Moissons du Futur" (As Colheitas do Futuro, em português), que se debruça sobre a questão da "agroecologia", uma combinação entre a agricultura, a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente.
"Durante a realização dos meus filmes participei em dezenas de conferências em que as pessoas me perguntavam: mas, afinal, é possível alimentar o mundo sem pesticidas?", conta a jornalista, também autora de várias obras sobre os direitos humanos na América Latina, em declarações à AFP.
Com o seu novo documentário, o último da trilogia, Robin tentou compreender se é ou não possível resolver a crise alimentar seguindo a "agroecologia". Andou pelo planeta, do Japão ao México, passando pelo Quénia e os EUA, e reuniu-se com peritos, camponeses, agricultores e engenheiros agrónomos.
A conclusão foi clara: não só é possível produzir bens alimentares em quantidade suficiente para que não haja fome no mundo e sem prejudicar o planeta, como o facto de não se poder alimentar o mundo inteiro atualmente "se deve aos pesticidas", garante a jornalista.
Agricultura ecológica é a solução, assegura Robin
Para mudar esta realidade, adianta, deverá recorrer-se, então, à agricultura ecológica, que consiste num tratamento adequado do solo, no uso eficiente da água e no investimento em diversidade vegetal, uma mistura de fatores que permitiria pôr fim à situação atual e alimentar a Terra, alargando os benefícios à própria Natureza.
O filme, que foi lançado em DVD hoje dia 16 de Outubro e acompanhado de um livro, ambiciona provar tal possibilidade, reunindo uma série de testemunhos de camponeses de todo o mundo que têm substituído os inseticidas por técnicas aparentemente simples, que matam as ervas-daninhas sem prejudicar o solo e sem efeitos nefastos na saúde.
A obra inspira-se também num trabalho de Oliver De Schutter, relator especial das Nações Unidas pelo direito à alimentação, que foi dado a conhecer em 2011 e que afirma que o método baseado na renovação dos solos e na eliminação dos fertilizantes químicos pode, inclusive, permitir melhorar os rendimentos das regiões mais pobres e adaptar-se mais facilmente às alterações climáticas.
Fontes: AS-PTA - Agricultura Familiar e Agroecologia
O Programa Biológico que teve início em 2007 tem como objetivo tornar o Butão 100% biológico. Este pequeno país já tinha atraído a atenção da comunidade internacional quando escolheu a Felicidade Nacional Bruta (em substituição do Produto Interno Bruto) como medida para avaliar o progresso da nação.
O Butão será o primeiro país com produção agrícola 100% biológica. A maioria dos agricultores butaneses produz alimentos segundo os princípios da agricultura biológica apesar de nem todos estarem certificados.
Segundo o ministro da agricultura do Butão, o Programa Biológico, lançado em 2007, não é apenas para proteger o ambiente. Os agricultores estão a ser treinados segundo as técnicas da agricultura biológica e métodos para aumentar a produção de forma a tornar o país autossuficiente em alimentos. Os agricultores que optem pela agricultura biológica terão prioridade no acesso a apoios do governo.
De acordo com o Programa Alimentar Mundial os agricultores butaneses cultivam principalmente arroz e milho assim como algumas frutas e vegetais. Contudo, as maiores necessidades de alimentos nos últimos anos forçaram o país a importar arroz e outros alimentos da Índia.
Este pequeno país, com 700 mil habitantes localizado entre a Índia e a China, já tinha atraído a atenção da comunidade internacional no passado. Há alguns anos, escolheu a Felicidade Nacional Bruta (em substituição do Produto Interno Bruto) como medida para avaliar o progresso da nação.
Nem todos estão convencidos que um Butão 100% biológico irá funcionar. Um artigo publicado no ano passado no Bhutan Observer indicava que já há vários agricultores que utilizam fertilizantes químicos e que podem estar relutantes em deixá-los.
Andre Leu, presidente da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Biológica(IFOAM) e conselheiro do governo do Butão, está otimista de que os centros de investigação de agricultura biológica serão capazes de definir métodos de produção biológica para aumentar o rendimento das produções. “Todos os problemas podem ser resolvidos, apenas é necessário mais alguns anos de investigação para alcançarmos soluções mais eficientes”, refere Leu.
O Butão não está sozinho nesta missão. Do outro lado da fronteira, no estado indiano de Sikkim um terço da agricultura já é biológica e espera-se que em 2015 este modo de produção de alimentos mais sustentável atinja os 100%. O estado de Kerala começou em 2010, um período de transição de 10 anos para alcançar a totalidade de produção agrícola pelo método de produção biológico.
O Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou a 12 de julho a proibição da comercialização de variedades de sementes tradicionais e diversificadas que não estejam listadas no catalogo oficial da União Europeia. O partido dos verdes belga Ecolo propõe uma reforma da regulamentação, qualificando-a de "absurda.
Associações como Kokopelli ou Semailles passam a ser ilegais: eles preservam e distribuir sementes.
No entanto, seria suficiente incluir estas variedades no catálogo oficial para as poder comercializar legalmente. O problema é que elas encontram-se no domínio público, e após 20 anos, se ninguém as reintegra no catálogo, elas saem. Isso exige pagar bastante caro, diz Catherine Andrianne da Semailles. "A causa desta regulamentação, há mais de 80% da biodiversidade que desapareceu", disse ela.
Não basta pagar para registrar uma semente no catálogo oficial, a espécie tem também que cumprir os critérios de distinção, uniformidade, estabilidade (DUS). Segundo a Kokopelli estes critérios são discriminatórios, "pois implica que a semente seja... muito pouco variável. Apenas híbridos F1 ou variedades de linha, quase clônicas, atendem a esses critérios, que foram estabelecidas com o único propósito de aumentar a produtividade de acordo com as práticas da indústria."
Apesar de um abrandamento dos critérios de variedades chamadas de conservação, eles não são adequados para a variedade tradicional. Para Nature & Progrés e defensores de sementes guardadas pelos agricultores, "esta decisão é um grave contra-senso histórico semelhante a uma negação do selecção vegetal feito por seres humanos desde 10.000 anos."
Alguns produtores alternativos, como Semailles, não tencionam parar a comercialização das suas sementes, que consideram como um produto vivo e não um produto de fábrica.
A indústria defende quanto a ela as novas variedades: a regulamentação garante o financiamento da investigação. Para o professor Bernard Bodson da empresa Gembloux Agro Bio Tech ULG, as variedades conseguidas a partir da pesquisa em laboratório são mais resistentes e mais produtivas.
Dai a chamar o comércio de variedades tradicionais de concorrência desleal, vai um grande passo... Poderíamos classificar as variedades antigas no património natural, sem que isso impeça o desenvolvimento de novas variedades para os agricultores mais padronizados.
Os ecologistas reagem
"Ecolo, como muitas outras organizações agrícolas e ambientais, consideram esses regulamentos completamente contrários à conservação da nossa biodiversidade e aos interesses dos agricultores. A rigidez absurda do catálogo oficial de sementes ameaça efectivamente muitas sementes antigas e parece feito por medida somente para algumas empresas multinacionais ", disse um comunicado.
O Partido dos Verdes belga pretende "mostrar o seu total apoio às muitas associações que, como Kokopelli, lutam pela preservação de variedades antigas e locais, e permitem assim de nos oferecer uma alimentação variada e de qualidade na vida quotidiana". Ecolo conta utilizar o seu peso a nível europeu e a nível nacional para obter uma modificação da lei.
O Futuro da Alimentação ou "The Future of Food" explora um pouco a história da evolução da agricultura no último século, expõe o sistema de agricultura industrial currente e os seus problemas ambientais (incluíndo o da saúde humana), sociais e económicos. Explica também como o processo da modificação genética funciona na criaçāo de organismos transgénicos e os riscos que os acompanham. Conclui com uma breve explicação da importância do movimento de agricultura biológica.
Chegou finalmente o tão aguardado curso de Agricultura Biológica homologado pelo Ministério da Agricultura!
Estará a decorrer a partir de 22 de Novembro mais um curso de agricultura biológica da Agrobio, em duas cidades portuguesas uma no Sul e outra no Norte: Em Lisboa e em Braga.
Este curso tem a duração de 68 horas, em Horário pós-laboral.
Esta formação tem como público-alvo: Agricultores, mão-de-obra agrícola familiar ou trabalhadores agrícolas eventuais ou permanentes, sem formação ou experiência em Agricultura Biológica. Escolaridade mínima obrigatória.
Pretende-se com esta formação qualificar os produtores para produzirem segundo o modo de produção biológico (Reg. (CE) nº 834/2007 do Conselho de 28 de Junho e respectivas actualizações).
Para todos os interessados em agricultura biológica têm aqui uma excelente oportunidade para ficar a saber mais sobre o assunto.
Se ainda não frequentou, não perca agora esta oportunidade!
De acordo com um estudo recente, a agricultura biológica pode ser o caminho para cultivar batatas maiores e livres de pragas. A mistura equilibrada de insectos e fungos em lavouras biológicas realiza um excelente trabalho em controlar pragas, levando a plantas maiores, conforme afirmaram pesquisadores da UniversidadeEstadual de Washington, em Pullman. Batatas expostas a condições típicas de lavouras tratadas com pesticidas, apresentaram resultados piores nas analises da equipe de pesquisadores.
Estas descobertas poderão ajudar os bataticultores a reduzir pulverizações e usar mais os predadores naturais no controle de pragas, afirma o entomologista David Crowder, que conduziu o estudo publicado no periódico Nature.
William Snyder, co-autor do estudo disse que os agricultores estão sob pressão de empresas como a McDonald's – o maior consumidor de batatas dos E.U.A. – e que poderiam assim “esverdear“ as suas práticas.
Faça as suas compras à porta de casa, com qualidade e frescura, a preços do produtor!
Aproveite o passeio e forneça à sua família produtos de Agricultura Biológica, sem pesticidas e sem adubos químicos de síntese, saudáveis para si e para o ambiente.
Lista não exaustiva de mercados, em Portugal continental, onde se vendem alimentos provenientes daagricultura biológica, produzidos sem pesticidas e adubos químicos de síntese e, por isso, mais saborosos e saudáveis:
Em 2009 saia o manual 'As Bases da Agricultura Biológica - Tomo I - Produção vegetal', 11 anos após o primeiro trabalho do género em Portugal.
Com cerca de 540 páginas, este livro fala dos principios básicos e fundamentais da agricultura biológica e conta com a colaboração de 15 autores, técnicos no modo de produção biológico, alguns dos quais também agricultores, bem como alguns professores universitários:
Jorge Ferreira; António Strecht; Laura Torres: Fernando Serrador; António Marreiros; Margarida Silva; Ana Cistina Cunha Queda; Ernesto Vasconcelos; J. Raul Rodrigues; José Carlos Franco; José Carlos Marques; Florentino Valente; Maria Mendes Fernandes; Ana Teresa Ferreira; Fernanda Cabral.
Uma obra de leitura e consulta obrigatória para todos os intervenientes no sector, professores, agricultores, técnicos, ambientalistas, que se dediquem ou interessem por uma agricultura sustentável que respeite o homem e o ambiente. Disponívelaqui.
Este livro foi publicado pela editora Edibio. Sem dúvida mais uma obra de referência do sector da agricultura biológica em Portugal.
No site da agrobio há toda uma série de livros sobre este assunto, na sua livraria postal, para quem quer saber um pouco mais aqui;)
Bibá Pita, é uma das figuras públicas que colaboram no projecto
Figuras públicas promovem alimentação saudável em jardins de infância e escolas da região de Cascais. Ao longo de três semanas, vários famosos elogiam os benefícios dos alimentos biológicos.
Ao longo das próximas três semanas, o período de almoço nos Jardins de Infância e Escolas do Primeiro Ciclo da rede pública do concelho de Cascais vai ser marcado pela visita de figuras públicas das artes, espectáculo, desporto, política, saúde e outras de destacado interesse.
Carlos Areia, actor, Sebastião Antunes, músico dos Quadrilha, ou Bibá Pita, são alguns dos convidados que vão ajudar a promover uma alimentação saudável junto dos mais pequenos.
O projecto arranca hoje dia 11 de Outubro, na Escola Básica do primeiro Ciclo Amoreira 2 e no Jardim de Infância do Pai Vento, na Rua de Faro, às 11.30 h.
Associada ao projecto "O nosso dia de Alimentação Biológica", fruto da parceria estabelecida entre a Câmara de Cascais, Agenda Cascais 21, Agrupamentos de Escolas, entidades fornecedoras dos refeitórios escolares e a Agrobio - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, esta acção visa sensibilizar as crianças para uma alimentação saudável, em particular para os benefícios do consumo de alimentos sem químicos e com modos de produção saudáveis e amigos do ambiente.
Até dia 3 de Novembro os alunos das escolas e jardins-de-infância vão partilhar os seus almoços saudáveis com figuras públicas, que procurarão despertar as atenções da comunidade educativa para a introdução de alimentos biológicos nas ementas escolares.
No decurso destes dois projectos Cascais promove ainda, no Dia Mundial da Alimentação, 16 de Novembro, um Seminário sobre Alimentação Escolar intitulado "O que comem as nossas crianças? – Percursos, Experiências e Aprendizagens" que decorrerá no Centro de Educação do Ministério da Educação em Caparide.
O Seminário destina-se prioritariamente a educadores, professores e famílias e pretende aumentar a informação, proporcionar o debate sobre algumas das questões mais importantes sobre este tema e dar visibilidade a boas práticas em curso no concelho.
A Câmara de Penafiel está a incentivar os jovens a tornarem-se agricultores biológicos. A ideia surgiu depois de dois exemplos em que este tipo de agricultura tem feito um sucesso considerável.
Foi no passado dia 26 de Setembro, que a Câmara Municipal de Penafiel assinou o protocolo para confirmar o seu apoio à agricultura biológica, pela mão do seu Presidente Alberto Santos. O objectivo é colocar terras abandonadas em actividade, criando oportunidades de emprego. Os benefícios dos produtos biológicos são muitos, apontam os novos produtores. Mais qualidade, mais sabor, produtos sem químicos e, por isso, mais saudáveis.
Alimentação biológica, energias renováveis, bioconstrução, vestuário e artesanato ecológico são algumas das atracções presentes neste certame de dois dias, que decorrerá em 9 e 10 de Outubro de 2010 no Centro de Congressos de Lisboa.
A Agrobio realiza, nos próximos dias 9 e 10 de Outubro, a Feira Nacional da Agricultura Biológica Terra Sã 2010. O certame terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa, a partir das 14h00, e conta com a presença de António Serrano, Ministro da Agricultura.
Para além da sua forte aposta nas áreas da alimentação biológica, energias renováveis, bioconstrução, ambiente, cosmética, vestuário e artesanato ecológicos, a Terra Sã 2010 conta ainda com um conjunto de palestras sobre as temáticas ‘Alimentação e Saúde’ e ‘Ambiente e Sustentabilidade’, no âmbito da agricultura biológica, e com uma exposição alusiva aos 25 anos da Agrobio.
A Feira Nacional da Agricultura Biológica Terra Sã 2010 tem como objectivos promover o ano internacional da biodiversidade e aproximar produtores e consumidores, através da criação de estímulos ao consumo e à produção de produtos biológicos nacionais.
O Núcleo da Quercus de Braga vai realizar uma acção de formação sobre Agricultura Biológica dirigida à manutenção de quintais particulares, a ter lugar na Quinta Pedagógica de Real, Braga. Esta decorrerá ao longo de seis sessões, nos seguintes sábados: 18 e 25/Setembro, 6, 13 e 27/Novembro e 11/Dezembro, das 14h30 às 17h30.
"A Agricultura Biológica é um modo de produção amigo do ambiente e da saúde do consumidor. Contudo, para obter produtos de boa qualidade é necessário conhecer um conjunto de técnicas que permitem melhorar o solo, controlar as pragas e as doenças e promover a sustentabilidade, sem recorrer ao uso de produtos químicos de síntese", explicam os organizadores.
Temáticas: 1. A Agricultura Biológica 2. A importância das hortas na cidade 3. A nossa Horta 4. A Compostagem 5. Elaboração de uma pilha de compostagem 6. Preparação do solo 7. Sementeiras e plantações 8. Meios de luta contra pragas e doenças 9.Meios de luta contra infestantes 10. Colheita e armazenamento
As inscrições deverão ser feitas até ao dia 8 de Setembro de 2010.
Limite máximo de 10 formandos.
Preços:
- Sócios: 48€
- Não Sócios: 60€
Contactos:
Telef: 253.276.412 (só às quintas à partir das 21h00)