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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A cultura de OGM diminui na Europa




O relatório da Federação Internacional dos Amigos da Terra, intitulado "Who benefits with GM crops?" revela que menos de 0,06% dos campos europeus são plantados com OGM, ou seja, diminuiram 23% em relação a 2008. Segundo o relatório, sete Estados-Membros continuam a proibir o milho transgénico da Monsanto, três países já proibiram a batata OGM da BASF, imediatamente após a sua aprovação na primavera de 2010, alegando problemas de saúde e, pela primeira vez, cinco estados membros moveram um processo contra a Comissão Europeia por esta permitir que uma planta geneticamente modificada fosse plantada no solo europeu. O relatório destaca que a oposição pública aos OGM aumentou 61% em toda a União Europeia.

O relatório "Quem beneficia com as culturas geneticamente modificadas?" também revela uma nova geração de transgénicos destinados a promover o uso de pesticidas perigosos, tais como Dicamba e 2,4 D, que estão prontos para comercialização nos Estados Unidos. As empresas de biotecnologia estão a promover estes OGM como uma solução para substituir os OGM já existentes que não conseguiram controlar as ervas daninhas e reduzir a utilização de pesticidas.




O relatório salienta que as empresas de biotecnologia, com a ajuda do governo dos Estados Unidos estão agora a procurar novos mercados na África, para tentar salvar os seus negócios. Ele citou em especial a Fundação Gates, que financia projectos agrícolas em África e teria comprado bilhões de dólares em ações da Monsanto. A Fundação Gates tem um interesse directo na maximização dos lucros das empresas de biotecnologia em vez de proteger os interesses dos pequenos agricultores Africano.

O relatório também mostra que, globalmente, até mesmo os próprios governos pró-transgénicos da América do Sul são obrigados a tomar medidas para atenuar as consequências dos OGM sobre os seus agricultores, os seus concidadãos e no ambiente. Assim, o governo brasileiro lançou um programa de soja não-OGM, Soja-Livre, para ajudar os agricultores a ter acesso a sementes não-transgénicas. Na Argentina, novos estudos têm demonstrado que o glifosato, o herbicida usado na maioria dos OGM no mundo poderia ter consequências graves para a saúde humana. A pulverização de herbicida próximo de casas passou a ser proibido. No Uruguai, alguns distritos foram declaradas "zonas livres de transgénicos".

Para Christian Berdot especialista OGM dos Amigos da Terra França: "O facto é que os OGM são um fracasso total. O seu custo é enorme: as pequenas comunidades rurais perderam as suas terras e são envenenadas por herbicidas, o ambiente é sacrificado. Continuar a apoiar as culturas OGM hoje é colocar os interesses de algumas grandes empresas internacionais à frente dos interesses dos seus cidadãos, da agricultura nacional e do meio ambiente. "


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Brasil - Programa "Soja Livre" quer combater oligopólio dos OGM


Associações de produtores rurais, indústrias proecessadoras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Estado responsável pela pesquisa agrícola, lançam hoje 9 de Novembro de 2010, em Brasília, um programa para estimular a produção de sementes de soja não transgênicas e conseguir, assim, combater a formação de um oligopólio na oferta de sementes no País. 
Setores que utilizam a soja não modificada geneticamente afirmam que os grandes fornecedores de sementes reduziram a oferta de sementes convencionais aos produtores nesta safra e estão basicamente a comercializar quase exclusivamente grãos transgénicos.
“Baptizámos o programa de ‘Soja Livre’ para refletir a livre escolha, seja do produtor, da indústria ou do consumidor final. As pessoas têm o direito de escolher o que querem, se a soja não transgênica ou transgênica”, afirma Cesar Borges, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e presidente da indústria Caramuru, que processa soja não-transgênica.


Segundo ele, a comercialização de sementes está nas mãos de quatro ou cinco grandes empresas no País. Além da Abrange, também participa no programa "Soja Livre" a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). 

A escassez de sementes não transgênicas vai reduzir a oferta de soja convencional na próxima safra de graõs, que começa agora a ser plantada no País.
O Brasil é o maior produtor e o maior exportador do mundo de soja não modificada geneticamente. E Mato Grosso, em particular, é o hoje o Estado com a maior produção de grãos não transgênico do País. 

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