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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Campanha de choque contra os OGM no metro de Paris




Desde terça-feira, 15/2/20011, que a campanha do FNE (France Nature Environnement)* cobre as paredes do metro de Paris. Esta é uma oportunidade para a associação, a alguns dias da exposição da agricultura, de alertar os cidadãos sobre os danos provocados pela agricultura intensiva pouco respeitosa do meio ambiente, através de três grandes flagelos que são a importação de OGM, as algas verdes e os pesticidas.



Para além  do terramoto mediático, é também uma oportunidade para propor soluções e para abrir um diálogo. A nossa agricultura está doente. Importamos OGM para alimentar o nosso gado quando nos recusamos a plantá-lo e que o consumidor não o quer. Toneladas de esterco, estrume das explorações agrícolas da fábrica, provocam marés de algas verdes, aumentando também a taxa nitratos na água. O uso maciço de pesticidas contribui para o declínio das abelhas e outros polinizadores. A França é o primeiro consumidor europeu de pesticidas.



O papel do FNE é de alertar a opinião pública. Para tal foram feitas seis imagens, uma delas com um homem apontando uma espiga de milho à sua cabeça, para lembrar que a aposta em matéria de OGM, à priori inofensiva, assemelha-se a um jogo de roleta russa. Nos outros cartazes, podemos encontrar um bife chamado "100% natural" atravessado das palavras "Big Liar" e dois outros que ilustram os riscos de determinados pesticidas para as abelhas ....



O metro de Paris recusou-se a colocar três cartazes devido à pressão exercida por algumas federações da indústria da carne de porco que ameaçava perturbar a ordem pública, rasgando os cartazes


*France Nature Environnement (FNE) é um movimento de cidadãos que reúne cerca de 3000 associações de protecção do Meio Ambiente na França.

sábado, 14 de agosto de 2010

UE autoriza importação de milho transgénico


São seis as novas variedades de milho híbrido que vão ser comercializadas na UE. Decisão tomada no dia 28, que deixou os ambientalistas e o Ministério do Ambiente indignados. Mas há também quem defenda que esta é a única alternativa, uma vez que na Europa não há milho suficiente.
Poderá ter sido uma questão de necessidade mas, no passado dia 28 de Julho, a União Europeia (UE) autorizou a importação de mais seis variedades de milho geneticamente modificado, destinados à alimentação animal e humana, sem que os Estados membros fossem ouvidos. As espécies híbridas vêm quase todas dos Estados Unidos: três variedades da empresa Pioneer, duas da Monsanto e uma dos suíços da Syngenta.
O milho convencional passa a vir misturado com o híbrido, uma vez que nos EUA não se faz a distinção entre os dois - há 55 variedades de organismos geneticamente modificados (OGM) autorizadas naquele país.
"Portugal tem defendido que devem ser as autoridades nacionais de cada Estado membro a decidir sobre o cultivo no seu território nacional de organismos geneticamente modificados. Devem ser avaliadas as opções que permitam garantir a transparência dos processos de tomada de decisão, restaurando a confiança dos cidadãos e, acima de tudo, a salvaguarda das especificidades de cada território", comentou ao DN o gabinete de imprensa do Ministério do Ambiente.
Mas há quem defenda que a UE não tinha outra opção senão aceitar a comercialização destes OGM. "A UE não tinha outro remédio. A alternativa era ficarmos sem matéria-prima, uma vez que na Europa não se produz milho suficiente para a alimentação", defende Pedro Fevereiro, do Centro de Investigação de Biotecnologia.
Mas para Gualter Baptista, do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA), esta afirmação é falsa e não justifica a atitude da UE. "Não é verdade que não haja milho e soja sem transgénicos em quantidade. Depende das épocas de cultivo e por isso, por vezes, há falta destes produtos", comentou o activista.
Para o ambientalista, há uma "dependência" do milho americano. "Esta é uma decisão que vai contra a vontade dos europeus. Há dois anos houve uma petição exigindo que os animais alimentados com produtos OGM fossem rotulados, para dar a oportunidade ao consumidor de decidir aquilo que quer comer", diz.
Uma opinião subscrita pelo Ministério do Ambiente, que defende que "a aceitação por parte das populações devem ser tidas em conta".

por BRUNO ABREU a 08 Agosto 2010
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1636493
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