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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Alimentar o mundo sem pesticidas é possível


É possivel alimentar o mundo inteiro sem pesticidas. Quem o defende é Marie-Monique Robin, uma jornalista e documentarista francesa que percorreu o mundo para ouvir as opiniões de especialistas - de camponeses a engenheiros agrónomos - e concluiu que, sem o recurso a químicos, a população internacional seria capaz de produzir alimentos em quantidade suficiente para que ninguém passasse fome.


Robin, que tem trabalhado numa série documental de três partes sobre a contaminação alimentar desde 2008, acaba de lançar o seu mais recente trabalho, "Les Moissons du Futur" (As Colheitas do Futuro, em português), que se debruça sobre a questão da "agroecologia", uma combinação entre a agricultura, a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente.

"Durante a realização dos meus filmes participei em dezenas de conferências em que as pessoas me perguntavam: mas, afinal, é possível alimentar o mundo sem pesticidas?", conta a jornalista, também autora de várias obras sobre os direitos humanos na América Latina, em declarações à AFP. 


Com o seu novo documentário, o último da trilogia, Robin tentou compreender se é ou não possível resolver a crise alimentar seguindo a "agroecologia". Andou pelo planeta, do Japão ao México, passando pelo Quénia e os EUA, e reuniu-se com peritos, camponeses, agricultores e engenheiros agrónomos.
 
A conclusão foi clara: não só é possível produzir bens alimentares em quantidade suficiente para que não haja fome no mundo e sem prejudicar o planeta, como o facto de não se poder alimentar o mundo inteiro atualmente "se deve aos pesticidas", garante a jornalista.

Agricultura ecológica é a solução, assegura Robin
 
Para mudar esta realidade, adianta, deverá recorrer-se, então, à agricultura ecológica, que consiste num tratamento adequado do solo, no uso eficiente da água e no investimento em diversidade vegetal, uma mistura de fatores que permitiria pôr fim à situação atual e alimentar a Terra, alargando os benefícios à própria Natureza.
 
O filme, que foi lançado em DVD hoje dia 16 de Outubro e acompanhado de um livro, ambiciona provar tal possibilidade, reunindo uma série de testemunhos de camponeses de todo o mundo que têm substituído os inseticidas por técnicas aparentemente simples, que matam as ervas-daninhas sem prejudicar o solo e sem efeitos nefastos na saúde.
 
A obra inspira-se também num trabalho de Oliver De Schutter, relator especial das Nações Unidas pelo direito à alimentação, que foi dado a conhecer em 2011 e que afirma que o método baseado na renovação dos solos e na eliminação dos fertilizantes químicos pode, inclusive, permitir melhorar os rendimentos das regiões mais pobres e adaptar-se mais facilmente às alterações climáticas.


Fontes: AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia
           AFP - Agence France Press

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Reportagem da TVI "O Veneno nosso de cada dia"

Grande Reportagem da TVI emitida no dia 12-09-2011. A produção agro-alimentar coloca questões sérias de saúde pública. No espaço de 20 anos o número de cancros em Portugal aumentou 735%. A segurança alimentar é umas das grandes preocupações do nosso tempo. Mandámos analisar dezenas de alimentos e os resultados vão por certo surpreendê-lo...




Só é pena que não fale das alternativas: permacultura, cultura biológica e biodinâmica, hortas urbanas em zonas não poluídas, hortas em varandas, etc.


Fontes: TVI

           Cultivar Biodiversidade


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Campanha de choque contra os OGM no metro de Paris




Desde terça-feira, 15/2/20011, que a campanha do FNE (France Nature Environnement)* cobre as paredes do metro de Paris. Esta é uma oportunidade para a associação, a alguns dias da exposição da agricultura, de alertar os cidadãos sobre os danos provocados pela agricultura intensiva pouco respeitosa do meio ambiente, através de três grandes flagelos que são a importação de OGM, as algas verdes e os pesticidas.



Para além  do terramoto mediático, é também uma oportunidade para propor soluções e para abrir um diálogo. A nossa agricultura está doente. Importamos OGM para alimentar o nosso gado quando nos recusamos a plantá-lo e que o consumidor não o quer. Toneladas de esterco, estrume das explorações agrícolas da fábrica, provocam marés de algas verdes, aumentando também a taxa nitratos na água. O uso maciço de pesticidas contribui para o declínio das abelhas e outros polinizadores. A França é o primeiro consumidor europeu de pesticidas.



O papel do FNE é de alertar a opinião pública. Para tal foram feitas seis imagens, uma delas com um homem apontando uma espiga de milho à sua cabeça, para lembrar que a aposta em matéria de OGM, à priori inofensiva, assemelha-se a um jogo de roleta russa. Nos outros cartazes, podemos encontrar um bife chamado "100% natural" atravessado das palavras "Big Liar" e dois outros que ilustram os riscos de determinados pesticidas para as abelhas ....



O metro de Paris recusou-se a colocar três cartazes devido à pressão exercida por algumas federações da indústria da carne de porco que ameaçava perturbar a ordem pública, rasgando os cartazes


*France Nature Environnement (FNE) é um movimento de cidadãos que reúne cerca de 3000 associações de protecção do Meio Ambiente na França.
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