sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cursos em Agricultura biológica



Chegou finalmente o tão aguardado curso de Agricultura Biológica homologado pelo Ministério da Agricultura! 


Estará a decorrer a partir de 22 de Novembro mais um curso de agricultura biológica da Agrobio, em duas cidades portuguesas uma no Sul e outra no Norte: Em Lisboa e em Braga.



Este curso tem a duração de 68 horas, em Horário pós-laboral.


Esta formação tem como público-alvo: Agricultores, mão-de-obra agrícola familiar ou trabalhadores agrícolas eventuais ou permanentes, sem formação ou experiência em Agricultura Biológica. Escolaridade mínima obrigatória. 
Pretende-se com esta formação qualificar os produtores para produzirem segundo o modo de produção biológico (Reg. (CE) nº 834/2007 do Conselho de 28 de Junho e respectivas actualizações). 

Para todos os interessados em agricultura biológica têm aqui uma excelente oportunidade para ficar a saber mais sobre o assunto.

Se ainda não frequentou, não perca agora esta oportunidade! 

Data Limite de inscrição: 10 de Novembro


E-mail: formacao@agrobio.pt 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Os Verdes belgas propoêm a introdução dum rótulo "sem OGM"

Deputados belgas de ambos os lados da fronteira linguistica, Theresa SNOY (Ecolo, francófono) e Kristof Calvo (Groen!, flamengo), apresentaram um projeto de lei permitindo uma generalisação da rotulagem dos produtos alimentares de origem animal "sem OGM" no pais.

Para os ambientalistas, a legislação europeia em matéria de OGM tem grandes lacunas. Na realidade, a rotulagem obrigatória de produtos que contenham mais de 0,9% OGM, não incluem os produtos de animais alimentados com alimentos geneticamente modificados, como carne, peixe, queijo ou ovos.

Nada distingue os produtos provenientes de animais alimentados com OGM dos outros. 
Os membros da Ecolo e Groen! propoêm a criação de um rótulo "sem OGM" na Bélgica, tal como já acontece na Alemanha, Áustria e nos hipermercados Carrefour na França.

Concretamente, isso significa que, voluntáriamente, o produtor pode indicar ao consumidor que o seu produto é certificado livre de OGMs. Os ambientalistas também defendem que se estabeleça, a mesma etiquetagem para a Europa.


Fonte: Belga

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Batatas biológicas: maiores e sem pesticidas!



De acordo com um estudo recente, a agricultura biológica pode ser o caminho para cultivar batatas maiores e livres de pragas. A mistura equilibrada de insectos e fungos em lavouras biológicas  realiza um excelente trabalho em controlar pragas, levando a plantas maiores, conforme afirmaram pesquisadores da Universidade Estadual de Washington, em Pullman. Batatas expostas a condições típicas de lavouras tratadas com pesticidas, apresentaram resultados piores nas analises da equipe de pesquisadores.

Estas descobertas poderão ajudar os bataticultores a reduzir pulverizações e usar mais os predadores naturais no controle de pragas, afirma o entomologista David Crowder, que conduziu o estudo publicado no periódico Nature.

William Snyder, co-autor do estudo disse que os agricultores estão sob pressão de empresas como a McDonald's – o maior consumidor de batatas dos E.U.A. – e que poderiam assim “esverdear“ as suas práticas. 

Fonte: Seattle Times

sábado, 30 de outubro de 2010

Diana Bánáti: Uma pró-OGM a chefiar a AESA?




Reeleita na semana passada, a chefe da EFSA/ASEA (Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos) Diana Bánáti é acusada, por ambientalistas do Parlamento Europeu, de conflito de interesse.
Convêm relembrar que ela foi nomeada para este cargo em Julho de 2010, e que era também membro do Conselho de Administração do International Life Science Institute (ILSI) Europa, o lobby "do agronegócio ", segundo palavras de José Bové, um dos ambientalistas françês. 

O ILSI é uma organização internacional com mais de 400 empresas, incluindo a Monsanto, Syngenta, Dupont, Nestlé e Kraft Foods. Nos anos 1980 e 1990, ela foi participou no esforço das companhias de tabaco para minar as iniciativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o tabaco. Após várias investigações, a OMS excluíu o ILSI, em janeiro de 2006, da lista das organizações elegíveis para participar nas suas actividades.

Ele interroga-se para o facto que Bánáti não tenha mencionado esse pormenor na sua declaração de interesse e também para o facto que ela nunca emitiu parecer negativo em mais de cem processos de produtos geneticamente modificados submetidos ao veredicto de Bruxelas.
 aqui tinhamos falado sobre este assunto.



No entanto, (e como por acaso agora!), Diana Bánáti disse que tinha saido do  ILSI
E pode assim ser reeleita...


Noticia no The Ecologist

O PSD lança o debate sobre OGM nos Açores



O Partido Social Democrata (PSD) pela voz do deputado António Ventura, quer saber qual é a posição do governo regional (PS), sobre a introdução de organismos geneticamente modificados (OGM). Este senhor parece ter um discurso algo ambíguo... certamente porque sabe que o PSD nacional é, no global, a favor dos transgénicos na agricultura. 


Artigo integral: Correio do Norte-Açores


A acção do PSD dos Açores vem decerto na sequência da declaração oficial da Madeira como região livre de transgénicos, e é bem vinda - o governo dos Açores em tempos tomou algumas iniciativas nesta área mas, que se saiba, deixou cair tudo no esquecimento...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Activistas solicitam proibição total da cultura de transgénicos no Chile


"Não aos transgênicos!". Com essa palavra de ordem, dezenas de ativistas da organização "Chile Sem Transgênicos" realizaram, na manhã de 25 de Outubro, uma manifestação pacífica em frente à CasaPiedra, local onde acontecia o Encontro Nacional de Agro 2010 (Enagro). Este encontro reúne autoridades governamentais e empresários para discutir questões relacionadas à agricultura. Nesta edição, o tema central foi "Inovar: chave para uma boa colheita".





Os manifestantes leram uma Declaração Pública direcionada a José Antonio Galilea, ministro da agricultura do Chile, que também estava no Encontro. No documento, a organização pediu que o representante do Ministério da Agricultura solicite estudos e análises sobre as consequências da cultura dos transgénicos no Chile.





De acordo com a carta lida nessa manhã, Galilea assinou, na semana passada, na reunião sobre segurança alimentar do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), uma declaração conjunta na qual apoia a aprovação "da biotecnologia e de outras tecnologias seguras, efetivas e ambientalmente sustentáveis para assegurar o desenvolvimento sustentável do setor agrícola e para aumentar a quantidade de oferta de alimento".
Por isso, a organização ressaltou os perigos do cultivo de transgênicos no país. Segundo a declaração, estudos científicos revelam "claramente que os cultivos transgênicos são inseguros para a saúde da população e ambientalmente contaminantes em todos os países que já os adoptaram".
Abortos espontâneos, má formações congênitas, problemas mentais em recém nascidos, deslocamento de pequenos agricultores e camponeses foram apenas alguns exemplos - destacados por Chile Sem Transgênicos - de efeitos causados pelos organismos modificados.
"Confiamos que nossas autoridades vão relêr a literatura científica disponível, e vão aplicar o princípio de precaução ante os iminentes danos ambientais, sociais e para a saúde que essas culturas produzem. Pensamos que o Governo não pode ignorar a vivência mundial e a posição social nesse tema", destacaram, solicitando a "proibição total da cultura de transgénicos no Chile".




Fonte: Adital

Acções Online - Participe



Quer ajudar? Acredita que juntos temos mais força? Então, com alguns cliques no seu computador pode apoiar e fazer a diferença. Abaixo apresentamos várias campanhas e petições de diferentes entidades que merecem realmente o seu tempo. Mesmo que só tenha uns minutos, contamos com a sua participação!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Carrefour lança rótulo "alimentado sem OGM"

É a primeira vez que um supermercado françês lança esta iniciativa, um primeiro passo para as cadeias de distribuição "sem OGM". 

O Grupo Carrefour lança assim esta semana a campanha chamada "Nourri sans OGM", para 300 produtos diferentes de origem animal, nas suas lojas françesas. Isso afetará todos os produtos da gama "Engajament Qualité Carrefour", como o porco, vitela, frango, ovos e peixes.

Greenpeace congratula-se com esta iniciativa, que faz lembrar os diversos guias publicados pela Greenpeace durante anos em "produtos com ou sem OGM" e atenuaram a total falta de transparência e informação sobre esta questão.

Em Portugal, é de louvar a iniciativa da Plataforma transgénicos fora, com a sua Lista Negra das marcas e empresas portuguesas que usam ingredientes transgénicos ou que não responderam ao inquérito. Mas ainda estamos longe duma rotulagem "sem OGM", como é o caso do Carrefour.

Do mesmo modo, se esses 300 referências "alimentados sem transgénicos" representam um passo importante, o Carrefour tem de ir muito mais longe e garantir a ausência de OGM para todos os produtos de sua marca e em todos os países onde a gigante da distribuição tem lojas.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...