terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Super-Consumo europeu conduz ao desmatamento da Amazónia




Bruxelas, 25 de janeiro de 2011 – o crescimento da procura europeia por carne, ração animal e agrocombustíveis está contribuindo para a destruição da Amazônia e do Cerrado, revela o novo relatório lançado pelos Amigos da Terra Europa. O relatório surge num momento em que a bancada ruralista brasileira está fazendo lobby para alteração do código florestal federal. A fim de enfraquecer demandas futuras.


O relatório "Da floresta à mesa", mostra que os dados mais recentes revelam que a União Europeia:







- é o quarto maior importador de carne brasileira com mais de 250 mil toneladas de carne bovina importada em 2009.
- é um dos principais mercados para soja e farelo de soja brasileiro comprando cerca de um terço da colheita nacional.
- em 2009 foi o maior importador de etanol brasileiro, produzido com cana de açúcar, corresponde a 26,5% das exportações brasileiras.




Fome de Soja (2004) é um impressionante documentário produzido por Marcelo Viñas, sobre as implicações que a produção de soja transgénica está a ter sobre o seu país, Argentina.


A soja, principalmente para ração animal, biodiesel e a pecuária, tem sido historicamente o principal condutor do desmatamento no Brasil. Contudo, o relatório mostra que a expansão da cana de açúcar, principalmente para produção de agrocombustíveis, está deslocando a soja e o gado para as fronteiras da floresta.




 O documentário “SojaEm Nome do Progre$$o” mostra o impacto sócio-ambiental da expansão da produção da soja na Amazónia.Retrata os crimes dos fazendeiros produtores de soja no Pará e da multinacional norte-americana Cargill, que construiu um porto gigantesco sem autorização do governo federal nem estudo de impacto ambiental em Santarém.


Apesar das recentes quedas das taxas de desmatamento na Amazônia, para 6450 km² ainda são derrubados todos os anos – o equivalente a 2475 quadras de futebol por dia. O Cerrado tem índices ainda piores, com 20000 km² destruídos anualmente – o tamanho da Eslovênia – o equivalente a 7674 campos de futebol por dia.
A pesquisa ressalta que é esperado o aumento da produção das três commodities – 5 milhões de hectares de soja até 2020, a pecuária e a cana de açúcar deve crescer 25% no mesmo período – colocando uma pressão adicional nas florestas, nos ecossistemas e nos meios de subsistência no Brasil.
Adrian Bebb, da campanha sobre alimentação e agricultura de Amigos da Terra Europa afirmou:
O super consumo europeu de carne, ração e agrocombustíveis está levando à contínua destruição da floresta Amazônica e o Cerrado brasileiro. Enquanto a população européia pode reduzir os níveis de consumo de carne, os governos precisam urgentemente ajudar os agricultores a reduzir o uso de soja para ração animal e eliminar os planos de expansão do uso de agrocombustíveis. A continuada destruição no Brasil terá sérias conseqüências para o clima, para a biodiversidade e para a vida de milhares de pessoas.”

A atual legislação florestal brasileira está sob ameaça do agronegócio interessando em expandir sua fronteira agrícola derrubando florestas e savanas. As mudanças propostas a serem votadas em breve no Congresso Nacional Brasileiro podem levar a uma massiva redução na proteção de áreas de floresta nativa (70 milhões de hectares poderiam perder o status legal de proteção). Vários estudos apontam que essa mudança poderia levar à liberação de 25 milhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera.
Clarissa Trois Abreu dos Amigos da Terra Brasil diz: “Apoiado pela alta demanda no exterior, o agronegócio tem feito um lobby agressivo para transformar áreas de floresta em plantações e produção. Qualquer enfraquecimento no código florestal levará a uma redução massiva das florestas protegidas. Plantações não substituem o benefício que as florestas fornecem para o clima e para a vida selvagem, ao mesmo tempo, que representam uma ameaça à subsistência de pequenas comunidades rurais.



Lêr também:  
-A investigação de 3 anos da Greenpeace que revela como a parceria perversa entre a indústria do gado e o governo brasileiro estão a resultar em mais desmatamento, escravidão e invasão de terras indígenas. 
"Farra do Boi na Amazónia"
-Militantes e cientistas afirmam que a pecuária bovina está destruindo as florestas e propõem um boicote.
Parar de comer carne pode salvar a Amazônia?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A justiça dá razão a Séralini



Gilles-Eric Séralini mete em causa há anos a segurança do milho OGM da Monsanto


Ontem, terça-feira 18 de janeiro, o tribunal de Paris proferiu a sua deliberação no julgamento que opunha Gilles-Eric Séralini, investigador em biologia molecular da Universidade de Caen e Presidente do Conselho Científico CRIIGEN, e da Associação Francesa Biotecnologia Vegetal (AFBV), presidido por Marc Fellous. O tribunal condenou a AFBV a 1000 € de multa suspensa, a 1 € de indemnização (tal como tinha sido solicitado) e 4000 € em custos judiciais.

Corinne Lepage, presidente do CRIIGEN, mostrou-se muito satisfeita com esta primeira vitória, especialmente porque ela admite que não estava optimista após deixar a audiência que foi realizada a 23 de novembro de 2010. "Não poderemos mais pôr em causa as palavras dos denunciantes," disse ela. E acrescenta: "Pela primeira vez um denunciante não é defensivo, mas ofensivo."

Séralini tinha atacado a associação e o seu presidente no tribunal, afirmando que eles tinham difamado a sua pesquisa que punha em causa a segurança de diversos milhos transgênicos da Monsanto. De facto, em várias ocasiões a AFBV tinha tentado desacreditar o trabalho de Séralini.


Fonte: Infogm

Em abril do ano passado a página da zona livre no facebook tinha partilhado uma carta de apoio a Séralini.

Lêr a entrevista feita a Séralini pela "Revue durable" em português na Plataforma transgénicos Fora.

Lêr também o artigo sobre a relação entre agrotóxicos, transgénicos e morte de células-humanas no blog de Samantha Buglione.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

As abelhas estão a desaparecer! E o Homem?...


As abelhas estão a morrer em todo o mundo, colocando em perigo a nossa cadeia alimentar“Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, ao Homem restam apenas quatro anos de vida” é uma frase atribuída a Albert Einstein, que explicou que sem abelhas, “não há polinização, não há plantas, não há animais, não há homem.”

Os cientistas culpam os agrotóxicos e quatro governos europeus já os proibiram. Se conseguirmos que os EUA e a União Europeia se unam à proibição, outros governos ao redor do mundo poderão seguir o exemplo e salvar da extinção milhares de abelhas.

  Reportagem do canal Arte, transmitido pelo Odisseia "ABELHAS EM CRISE"

O fornecimento de mel para os seres humanos depende de um só insecto: a abelha polinizadora. 
Esta espécie de himenópteros é a chave de uma indústria global que produz e transporta o mel como uma mercadoria por todo o planeta. De facto, a produção massiva não poderia existir sem este impressionante polinizador que actualmente é manipulado quase por completo pela mão humana. 
No entanto, durante os últimos oito anos, os colectores de mel avisam a população acerca do drástico e inesperado desaparecimento das suas abelhas. Este documentário que o Odisseia lhes apresenta analisará as consequências deste facto enquanto nem todos os cientistas ou governos entendem a verdadeira gravidade do problema. 
Calcula-se que grande parte dos alimentos humanos é polinizada pelos insectos, fundamentalmente pelas abelhas. Encontramo-nos perante a ameaça do maior desastre de fornecedores de alimentos? Que soluções existem?

A Avaaz lançou mais uma petição que conta já com 495 OOO pessoas que pede aos governantes dos EUA e UE que proibam agrotóxicos à base de neonicotinóide até que novos estudos científicos independentes comprovem que esta substância é segura. 

Silenciosamente, ao redor do mundo, bilhões de abelhas estão sendo mortas, ameaçando assim as nossas plantações e a segurança alimentar. Porém a proibição de um tipo de pesticida, poderia salvar as abelhas da extinção.

Desde que este veneno foi proibido em quatro países europeus, a população de abelhas já está a recuperar. Mas as empresas químicas estão a fazer um lobby forte para manter o seu pesticida letal no mercado. 
Um pedido mundial para baní-la nos EUA e na União Europeia, onde o debate é mais forte, poderá desencadear acções de outros governos em todo o mundo.

Vamos fazer um enorme zumbido global para banir este veneno perigoso dos EUA e da Europa, a não ser que hajam evidências de que ele seja seguro. 
Assine a petição para salvar as abelhas e as nossas plantações e encaminhe para todos os seus amigos:










segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Máquinas de guerra: Blackwater, Monsanto e Bill Gates



Uma informação de Jeremy Scahill publicada em The Nation (Blackwater's Black Ops, 15/9/2010) revelou que o maior exército mercenário do mundo, Blackwater (agora chamado Xe Services) vendeu serviços clandestinos de espionagem à mutlinacional Monsanto.

Blackwater mudou de nome em 2009, depois de ficar famosa no mundo pelas denúncias sobre seus abusos no Iraque, incluindo massacres de civis. Segue sendo o maior empreiteiro privado do Departamento de Estado dos Estados Unidos em "serviços de segurança", isto é, para praticar o terrorismo de Estado dando ao governo a possibilidade de o negar.

Muitos militares e ex-oficiais da CIA trabalham para Blackwater ou alguma das empresas vinculadas que criou para desviar a atenção de sua má fama e gerar mais lucros vendendo seus nefastos serviços -que vão desde informação e espionagem até infiltração, intrigas políticas e treinamento paramilitar- a outros governos, bancos e empresas trasnacionais. Segundo Scahill, os negócios com trasnacionais -como Monsanto, Chevron, e gigantes financeiros como Barclays e Deutsche Bank- são canalizadas através de duas empresas que são propriedade de Erik Prince, dono de Blackwater: Total Intelligence Solutions e Terrorism Research Center. Estas compartilham oficiais e diretores de Blackwater.

Um deles, Cofer Black, conhecido por sua brutalidade, sendo um dos diretores da CIA, foi quem fez contato com Monsanto em 2008 como diretivo de Total Intelligence, marcando o contrato com a companhia, para espiar e infiltrar organizações de ativistas pelos direitos dos animais, contra os transgênicos e outras sujas atividades do gigante biotecnológico.

Contatado por Scahill, o executivo Kevin Wilson de Monsanto negou-se a falar, mas posteriormente confirmou à The Nation que tinham contratado a Total Intelligence em 2008 e 2009, segundo Monsanto somente para fazer acompanhamento de "informação pública" de seus opositores. Disse ainda, que Total Intelligence era uma "entidade totalmente separada de Blackwater".

No entanto, Scahill conta com cópias dos correios eletrônicos de Cofer Black posteriores à reunião com Wilson de Monsanto, onde explica a outros ex agentes da CIA, usando seus endereços eletrônicos de Blackwater, que a discussão com Wilson foi que Total Intelligence se converteria no "braço de inteligência de Monsanto", espiando ativistas e outras ações, incluído "que nossa gente se integre legalmente nesses grupos". Monsanto pagou à Total Intelligence 127 mil dólares em 2008 e 105 mil dólares em 2009.

Não admira que uma empresa de "ciências da morte" como Monsanto, que se dedicou desde suas origens a produzir tóxicos e espalhar venenos, desde o Agente Laranja até os PCB (policlorobifenilos), agrotóxicos, hormônios e sementes transgênicas, se associe com outra empresa de capangas.

Quase ao mesmo tempo que a publicação deste artigo em The Nation, a Via Campesina denunciou a compra de 500 mil ações da Monsanto, por mais de 23 milhões de dólares pela Fundação Bill e Melinda Gates, que com isto acabou de sacar sua máscara de "filantrópica". Outra associação que não surpreende.

Trata-se de um casamento entre os dois monopólios mais brutais da história do industrialismo: Bill Gates controla mais de 90 por cento do mercado de programas patentados de computação e Monsanto cerca de 90 por cento do mercado mundial de sementes transgênicas e a maioria do mercado global de sementes comerciais. Não existem em nenhum outro rubro industrial monopólios tão vastos, cuja própria existência é uma negação do cacarejado princípio de "concorrência de mercado" do capitalismo. Tanto Gates como Monsanto são muito agressivos na defesa de seus ilegítimos monopólios.

Ainda que Bill Gates tente dizer que a Fundação não está unida a suas atividades comerciais, todo o que esta faz demonstra o contrário: grande parte de suas doações terminam favorecendo os investimentos comerciais do magnata, além de que na realidade não "doa" nada, mas, em lugar de pagar impostos ao tesouro público, investe seus lucros onde se vê economicamente favorecido, incluída a propaganda de suas supostas boas intenções. Ao invés, suas "doações" financiam projetos tão destruidores como a geoingenharia ou a substituição de medicinas naturais e comunitárias por medicamentos patentados de alta tecnologia nas zonas mais pobres do mundo. Que coincidência, o ex secretário de Saúde Julio Frenk e Ernesto Zedillo são conselheiros da Fundação.

Tal como a Monsanto, Gates se dedica também a tratar de destruir a agricultura camponesa em todo o planeta, principalmente através da chamada "Aliança para uma Revolução Verde em África" (AGRA). Esta funciona como cavalo de Tróia para despojar aos camponeses africanos pobres de suas sementes tradicionais, as substituindo por sementes das empresas primeiro, e finalmente por transgênicos. Para isso, a Fundação contratou em 2006, justamente a Robert Horsch, um diretor de Monsanto. Agora Gates, enxergando maiores lucros, se foi direto à fonte.

Blackwater, Monsanto e Gates são três faces da mesma figura: a máquina de guerra contra o planeta e a maioria da gente que o habita, quer sejam camponeses e camponesas, indígenas, comunidades locais, gente que quer compartilhar informação e conhecimentos ou qualquer outro que não quer estar na égide de lucro e destruição do capitalismo.

Silvia Ribeiro

Fonte: La Jornada.

Tradução: Diário Liberdade.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Wikileaks: E.U.A. quer forçar a Europa a aceitar os OGM



Documentos recentemente expostos pela Wikileaks revelam que os EUA têm estado a pressionar os países europeus para que estes aceitem os organismos geneticamente modificadas(OGM). Embora o apoio dos do governo dos EUA para com as empresas de biotecnologia não seja nenhuma novidade, os telegramas diplomáticos divulgados pela Wikileaks revelam alguns detalhes interessantes sobre o papel da Espanha como um aliado chave dos E.U.A.


Video do site americano Democracy Now sobre a Wikileaks e os OGM, com entrevista a Jeffrey Smith do Institute for Responsible Technology

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Este Natal a Comissão Europeia recebe um cabaz cheio das promessas vazias dos OGM




Hoje às 10 da manhã, em frente à representação da Comissão Europeia (CE) em Lisboa, a Plataforma Transgénicos Fora e a Quercus distribuíram cabazes solidários para realçar o direito a uma alimentação saudável e entregaram igualmente um simulacro de prenda natalícia à CE composta por inúmeros "alimentos" transgénicos indesejáveis. 

Está cientificamente estabelecida a relação entre pobreza e falta de saúde/longevidade, pelo que o direito a escolher e comer o que é mais saudável torna-se particularmente crucial no caso de grupos vulneráveis da sociedade, como as crianças, os idosos e os mais desfavorecidos. A representar cada um destes estratos sociais associaram-se a esta acção pública a Associação 
Verdes Anos, uma escola de educação livre, a ANAI, Associação Nacional de Apoio ao Idoso, e a CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo. As três entidades receberam cabazes de alimentos sustentáveis sem transgénicos, num gesto de reconhecimento da importância desta escolha. 

A Comissão, por seu lado, recebeu os símbolos do falhanço da engenharia genética alimentaralimentos que ninguém quer, sem uma rotulagem que permita escolha, com potencial intrínseco para contaminar a restante produção e, desta forma, tornar mais caro tudo o que não seja transgénico (devido aos complexos programas de monitorização e segregação necessários para evitar a poluição genética). No futuro, mantendo-se as tendências e regras actuais, cada vez menos pessoas poderão pagar para comer sem transgénicos. Ainda mais grave, os portugueses não estão sequer na posse de conhecimento que lhes permita fazer uma escolha informada: segundo o Eurobarómetro(pg. 84) de 2010 Portugal é o país menos familiarizado com o assunto de todos os Estados Membros, apenas ultrapassado por Malta.




Susana Fonseca, presidente da Quercus e porta voz desta acção, clarifica: "O direito a uma alimentação saudável é tão central ao nosso bem estar que faz parte da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Ao aprovar transgénicos sobre os quais pendem pesadíssimas dúvidas de segurança, a Comissão sabe que põe em risco – de uma forma irresponsável – sobretudo aqueles que não conhecem ou não conseguem proteger-se. Mesmo a minoria da população que abrange os consumidores informados e com poder de compra fica impotente perante a falta de rotulagem. O sistema neste momento protege os interesses económicos que fomentam os transgénicos, em detrimento dos direitos dos consumidores." 

Note-se que foram este mês entregues à Comissão Europeia em Bruxelas um milhão de assinaturas por uma moratória à introdução de transgénicos na União. Os europeus procuram alimentos realmente sustentáveis, de produção biológica, compatíveis com a protecção do ambiente e biodiversidade e ainda um elevado nível de saúde pública. Os transgénicos representam um grande e infeliz passo na direcção oposta.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Iniciativa de Cidadãos Europeus definitivamente clarificada: a moratória sobre os OGM impõe-se




Critérios muito claros ...

Como funciona? Um "comité de cidadãos", composto por pessoas provenientes de pelo menos sete Estados-Membros, deve, antes de dar início à recolha de assinaturas, registar a iniciativa junto da Comissão Europeia. Depois de a Comissão fazer uma prévia verificação de admissibilidade, os organizadores podem lançar a iniciativa e começar a recolher as assinaturas. As declarações de apoio podem ser recolhidas em papel ou por via electrónica.

Cada iniciativa terá 12 meses para recolher um milhão de assinaturas, que devem provir de pelo menos um quarto dos Estados-Membros (actualmente, sete). O número mínimo de signatários por país varia de 74.250, na Alemanha, a 3.750, em Malta. No caso de Portugal, o número mínimo de signatários necessários para apoiar uma iniciativa será 16.500.

... perfeitamente preenchidos pela petição da Greenpeace  e Avaaz!

O voto do Parlamento confirma a legitimidade da iniciativa da Avaaz e Greenpeace, entregue à Comissão Europeia a 09 de dezembro. Esta primeira  ICE exige que se congele a aprovação de novas culturas geneticamente modificadas até que a avaliação dos riscos ambientais e de saúde tenha melhorado.





De acordo com as regras que foram aprovadas ontem, a iniciativa da Greenpeace e Avaaz, excede os requisitos mínimos em áreas-chave: mais de um milhão de assinaturas de todos os 27 Estados-Membros, as assinaturas foram recolhidas em menos de um ano, e as quotas por país foram atingidas em 12 países (cinco a mais que o mínimo exigido). Todas as assinaturas são verificáveis.

A Comissão Europeia não pode continuar a ignorar a opinião pública!

Se José Manuel Durão Barroso, considerou a iniciativa de cidadania "inadmissível" por questões de agenda , agora depois do voto do Parlamento, o presidente da Comissão não poderá negar a validade desta última.





Vários deputados europeus também confirmaram terça-feira que a iniciativa é admissível (ver artigo da AFP). "Seria incompreensível recomeçar a recolher um milhão de assinaturas", apoiou o liberal belga Guy Verhofstadt. "Seria inaceitável para aqueles que confiaram no Tratado de Lisboa", disse o líder dos socialistas, Martin Schulz.


Portanto, tem que haver uma moratória imediata sobre todas as aprovações de OGM, tal como e
xigem 
mais de um milhão de cidadãos europeus.












Tradução: ZLO



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mais de um milhão de cidadãos europeus dizem não aos OGM


A primeira "Iniciativa de Cidadãos europeus" de sempre é entregue a John Dali - Comissário da UE da Saúde e da Política do Consumidor. Mais de um milhão de assinaturas cercam a peça de arte 3D que cobre 380 metros quadrados do pavimento.

Chegámos ao fim de uma corrida incrível para conseguir que 1 milhão de pessoas peçam uma alimentação segura e que paremos de cultivar organismos geneticamente modificados (OGM) na UE. Mas esta não é uma petição como as outras. Pela primeira vez estamos a usar os nossos direitos de cidadãos europeus sob o Tratado de Lisboa.



A Greenpeace, juntamente com a Avaaz entregaaram hoje, 9 de Dezembro de 2010, mais de 1 milhão de assinaturas ao comissário europeu da Saúde, John Dalli. Na verdade, ele foi o motivo que iniciou esta petição da Avaaz, isto porque em março, ele seguiu em frente com a autorização da controversa batata OGM, resistente aos antibióticos, apesar da oposição da opinião pública e das preocupações científicas.


Esta corrida tem batido muitos recordes: É a primeira "Iniciativa de Cidadãos Europeus" (ICE) entregue à Comissão Europeia após a adopção do Tratado de Lisboa. Mais de 1 milhão de pessoas assinaram a petição no prazo de 7 meses em 27 países da Europa e ultrapassamos os limites do número necessário de cada país em 12 estados membros! Isso é o dobro da quantidade necessária para a ICE tal como está agora.



Portanto, fica a questão para o comissário Dalli e para a Comissão Europeia: será que eles ouvem 1 milhão de cidadãos e vão responder às preocupações reais das culturas GM, ou vão ficar do lado da indústria agro-química? 
Se a Comissão não está disposta a agir, estamos preparados para explorar todas as opções disponíveis, incluindo as vias legais e ai precisamos do seu apoio!

Fonte: Greenpeace
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