quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013

Monsanto : as marcas cúmplices


Já conhecíamos a Monsanto. Envolvida em variados escândalos alimentares e de saúde, a multi-nacional é constantemente posta em causa. Mas, face às suas ações destrutivas e ao lobby feroz que efectua, a resistência está a  organizar-se! É possível boicotar, ou pelo menos evitar as marcas que utilizam os serviços da Monsanto. Aqui fica uma lista - não exaustiva - dos principais produtos alimentares a boicotar:


Sopas : as marcas Royco, Liebig e Knorr;

Produtos Lácteos : o leite Gloria e os iogurte Yoplait;

Confeitaria : Cadbury, Poulain, Carambar, La Vosgienne, Hollywood chewing-gum;

Alimentação geral : os produtos Uncle Ben's, a mostarda Amora, ketchup Heinz;

Gelados : Häagen Dazs, Magnum, Viennetta;

Os cereais do pequeno-almoço :  Kellogg’s Corn Flakes, Spécial K, All Bran;

Bolos e chocolates : as bolachas da Lu, os chocolates Milka, Carte Noire, Côte d’Or, Suchard e Toblerone;

Batatas fritas : Lay’s e Pringles;

Bebidas : o café Maxwell, o chá Lipton (e por extensão as marcas do grupo Unilever), os sumos de fruta Tropicana;

Refrigerantes : Coca-Cola, Pepsi Cola, Minute Maid, Fanta, Schweppes;

Outras : as fraldas Pampers, a marca Oral-B, os produtos Dove, Timotei, Rexona, todas as marcas do grupo Procter & Gamble (ver a lista).
Marcas parceiras da Monsantp © Indignés du monde entier


            Blog médiapart


segunda-feira, 5 de Agosto de 2013

EFSA : Os estudos de toxicidade dos OGM passam a durar dois anos

Até parece que a EFSA, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, não quer que ninguém saiba. Isto porque foi muito discretamente que no último dia de julho a agência fez uma declaração considerada de "muito importante" pela euro-deputada Corinne Lepage.

Trata-se dos novos princípios directores para os estudos sobre o risco de câncro e / ou toxicidade dos alimentos integrais, uma vez que tenham sido comercializados. Nada muito empolgante à primeira vista. No entanto, este documento modifica a duração dos estudos futuros a dois anos, contra os anteriores 90 dias (tempo definido no final de 2011).

"Na formulação dos seus princípios directores, a EFSA teve em conta as opiniões de peritos dos Estados-Membros da UE, que foram consultadas através da rede de avaliação científica dos riscos dos OGM", disse a autoridade no seu comunicado.

O CRIIGEN (Comitê de Pesquisa e Informação Independente sobre Engenharia Genética) aplaude com as duas mãos. O seu Presidente do Conselho Científico, o Professor Gilles-Eric Séralini, saúda "o despertar da consciência para a saúde pública que pedimos há quinze anos."

Ele é o autor de um estudo controverso sobre a toxicidade do milho transgénico NK603 da Monsanto, geneticamente modificado para ser tolerante ao herbicida Roundup. Os ratos que tinham consumido este milho durante dois anos desenvolveram tumores significativos. Mas a validade do estudo foi rejeitado pela EFSA em setembro de 2012, em parte porque a duração tinha sido considerada ilegal...

Fonte : TerraEco.net

Tradução livre : ZLO

quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

Europa congela autorizações de cultura de OGM até 2014


A Comissão Europeia decidiu congelar os processos de autorização de cultura de transgénicos até ao final do seu mandato em 2014 procurando entretanto um acordo entre os estados membros da União Europeia.
“Se quisesse, a Comissão poderia lançar os procedimentos de autorização para a produção duma soja e de seis variedades de milho OGM… mas não fará isso”, disse Frederic Vincent, porta-voz do comissário para a saúde Tonio Borg. “As autorizações para cultivo de transgénicos estão congeladas”, completou.
A prioridade de Borg, que acabou de assumir a sua função, é reabrir as discussões com os estados membros.
As aprovações de cultivos transgénicos pela Comissão envenenaram as relações com uma série de países dos 27 estados membros da União Europeia. Oito países — Áustria, Bulgária, França, Alemanha, Grécia,Hungria, Luxemburgo e Polônia — adoptaram medidas que lhes permite bloquear o cultivo de transgénicos nos seus territórios.
Em 14 anos, a UE aprovou o cultivo de apenas dois tipos de transgénicos, a batata Amflora (Basf) e o milho MON810 (Monsanto).
A Amflora foi um fiasco comercial, e a renovação da autorização do MON810 está pendente desde 2007 e entra no “gelo” imposto agora pela Comissão.
No entanto, o  MON810 pode continuar a ser cultivado em estados que o permitem, até que a Comissão tome uma decisão.
Cerca de 50 produtos transgénicos para ração animal são permitidos no bloco.

Fonte:   AFP

Tradução livre: Em pratos limpos
                                     e
                                         ZLO

terça-feira, 27 de Novembro de 2012

Peru proíbe transgénicos durante 10 anos



O Congresso peruano aprovou por 98 votos a favor e 2 abstenções um decreto que determina a proibição, por 10 anos, da entrada e produção de organismos geneticamente modificados no país.


O Peru é um dos maiores exportadores de produtos biológicos do mundo, incluindo café e cacau, gerando mais de $3 bilhões por ano e com mais de 40 mil produtores certificados.


           BBC

segunda-feira, 22 de Outubro de 2012

Tribunal de Contas Europeu aponta conflitos de interesse na Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA)



Num relatório divulgado a 11 de outubro, o Tribunal de Contas Europeu (European Court of Auditors – ECA) emitiu uma mensagem altamente crítica para quatro das agências Europeias, condenando a sua incapacidade de gerir de forma adequada os conflitos de interesse.
O ECA conduziu uma investigação sobre as políticas de conflitos de interesse na Agência Europeia de Aviação (EASA, na sigla em inglês), na Agência Europeia de Químicos (ECHA), na Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e na Agência Europeia de Medicamentos (EMA). A EASA mostrou os piores resultados no relatório, mas deficiências significativas foram identificadas também na EMA e na EFSA.
Nina Holland, da ONG Corporate Europe Observatory, disse: “Este relatório confirma que não existe um sistema efetivo nas agências para banir os conflitos de interesse ou para impedir que suas equipes atravessem as portas giratórias entre as agências e a indústria. Os conflitos de interesse em curso na EFSA e na EMA colocam em risco a segurança dos alimentos e a saúde pública. As agências até agora falharam em tomar atitudes que são terrivelmente necessárias.”
O relatório do Tribunal de Contas contrasta fortemente com o elogio que a agência recebeu recentemente da empresa Ernst & Young, contratada pela EFSA para realizar uma avaliação da agência.
Holland acrescentou que a EFSA está distorcendo a mensagem do Tribunal de Contas ao enfatizar a observação de que o sistema da agência para lidar com conflitos de interesse parece “mais desenvolvido” do que o de algumas das outras agências. Ela argumentou que mesmo que a EFSA tenha recentemente feito algumas mudanças em sua política e suas práticas, estas não foram suficientes para que se possa dizer que todos os problemas estão resolvidos.
O relatório também critica a presença de figuras da indústria no conselho de administração da EFSA. Essa ameaça à imparcialidade da EFSA, diz o documento, é agravada pelo fato de que três dessas organizações são ao mesmo tempo representadas na Plataforma Consultiva das Partes Interessadas (Stakeholder Consultative Platform). Esta é uma clara mensagem às instituições que estão para começar uma revisão da regulamentação de financiamento da EFSA, onde isso poderia ser mudado.
O comunicado de imprensa em português aqui: http://eca.europa.eu/portal/pls/portal/docs/1/17216795.PDF
Corporate Europe Observatory – Exposing the power of corporate lobbying in the EU, 11/10/2012.
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A EFSA é a agência que aprovou a variedade de milho transgênico NK603 (da Monsanto, tolerante à aplicação do herbicida Roundup, avaliado recentemente por pesquisadores franceses e apontado como podendo aumentar o risco de desenvolvimento de câncer), considerando-a segura para consumo, e que no início de outubro publicou uma nota afirmando ter concluído que “a publicação recente que levantou preocupações acerca da potencial toxicidade do milho NK603 e de um herbicida contendo glifosato é de qualidade científica insuficiente para ser considerada válida como avaliação de risco” (ver artigo).
Fonte: AS-PTA

terça-feira, 16 de Outubro de 2012

Alimentar o mundo sem pesticidas é possível


É possivel alimentar o mundo inteiro sem pesticidas. Quem o defende é Marie-Monique Robin, uma jornalista e documentarista francesa que percorreu o mundo para ouvir as opiniões de especialistas - de camponeses a engenheiros agrónomos - e concluiu que, sem o recurso a químicos, a população internacional seria capaz de produzir alimentos em quantidade suficiente para que ninguém passasse fome.


Robin, que tem trabalhado numa série documental de três partes sobre a contaminação alimentar desde 2008, acaba de lançar o seu mais recente trabalho, "Les Moissons du Futur" (As Colheitas do Futuro, em português), que se debruça sobre a questão da "agroecologia", uma combinação entre a agricultura, a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente.

"Durante a realização dos meus filmes participei em dezenas de conferências em que as pessoas me perguntavam: mas, afinal, é possível alimentar o mundo sem pesticidas?", conta a jornalista, também autora de várias obras sobre os direitos humanos na América Latina, em declarações à AFP. 


Com o seu novo documentário, o último da trilogia, Robin tentou compreender se é ou não possível resolver a crise alimentar seguindo a "agroecologia". Andou pelo planeta, do Japão ao México, passando pelo Quénia e os EUA, e reuniu-se com peritos, camponeses, agricultores e engenheiros agrónomos.
 
A conclusão foi clara: não só é possível produzir bens alimentares em quantidade suficiente para que não haja fome no mundo e sem prejudicar o planeta, como o facto de não se poder alimentar o mundo inteiro atualmente "se deve aos pesticidas", garante a jornalista.

Agricultura ecológica é a solução, assegura Robin
 
Para mudar esta realidade, adianta, deverá recorrer-se, então, à agricultura ecológica, que consiste num tratamento adequado do solo, no uso eficiente da água e no investimento em diversidade vegetal, uma mistura de fatores que permitiria pôr fim à situação atual e alimentar a Terra, alargando os benefícios à própria Natureza.
 
O filme, que foi lançado em DVD hoje dia 16 de Outubro e acompanhado de um livro, ambiciona provar tal possibilidade, reunindo uma série de testemunhos de camponeses de todo o mundo que têm substituído os inseticidas por técnicas aparentemente simples, que matam as ervas-daninhas sem prejudicar o solo e sem efeitos nefastos na saúde.
 
A obra inspira-se também num trabalho de Oliver De Schutter, relator especial das Nações Unidas pelo direito à alimentação, que foi dado a conhecer em 2011 e que afirma que o método baseado na renovação dos solos e na eliminação dos fertilizantes químicos pode, inclusive, permitir melhorar os rendimentos das regiões mais pobres e adaptar-se mais facilmente às alterações climáticas.


Fontes: AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia
           AFP - Agence France Press

quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

Novo estudo: Milho OGM causa tumores


Foi hoje publicado na prestigiada revista internacional Food and Chemical Toxicology, um estudo sobre milho geneticamente modificado que aponta para efeitos tóxicos "alarmantes", de acordo com Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo. Trata-se da primeira vez a nível mundial que são investigados os efeitos de longo prazo dos transgénicos na saúde.


O milho geneticamente modificado utilizado na alimentação dos animais de laboratório foi o NK603 da multinacional Monsanto, tolerante ao herbicida Roundup produzido pela mesma empresa. Foi considerado seguro e autorizado para a alimentação humana pela Comissão Europeia já em 3 de Março de 2005 e tem circulado na Europa desde então.
Os investigadores, liderados pelo Prof Séralini da universidade francesa de Caen, verificaram que os animais alimentados pelo milho transgénico (num regime alimentar oficialmente considerado seguro) sofreram de morte prematura, para além de tumores e danos em múltiplos órgãos vitais.
A Plataforma Transgénicos Fora considera que, à luz destes resultados e ao contrário do que a própria Monsanto afirma, os alimentos transgénicos em circulação não podem mais ser considerados seguros. O governo deve pois tomar imediatamente medidas de emergência e precaução (previstas aliás na diretiva quadro dos transgénicos 2001/18):
- Suspensão imediata de todos os transgénicos em uso na alimentação e nas rações animais; e - Proibição imediata do cultivo de milho transgénico em Portugal.
Enquanto não forem publicados mais dados científicos com estudos de longo prazo sobre todos os transgénicos já autorizados que demonstrem a sua segurança efetiva, a eliminação da sua produção e consumo é a única forma de garantir a proteção dos consumidores portugueses.

              Nouvel Observateur



           

quinta-feira, 9 de Agosto de 2012

Butão será o primeiro país com produção agrícola 100% biológica


O Programa Biológico que teve início em 2007 tem como objetivo tornar o Butão 100% biológico. Este pequeno país já tinha atraído a atenção da comunidade internacional quando escolheu a Felicidade Nacional Bruta (em substituição do Produto Interno Bruto) como medida para avaliar o progresso da nação.


O Butão será o primeiro país com produção agrícola 100% biológica. A maioria dos agricultores butaneses produz alimentos segundo os princípios da agricultura biológica apesar de nem todos estarem certificados.

Segundo o ministro da agricultura do Butão, o Programa Biológico, lançado em 2007, não é apenas para proteger o ambiente. Os agricultores estão a ser treinados segundo as técnicas da agricultura biológica e métodos para aumentar a produção de forma a tornar o país autossuficiente em alimentos. Os agricultores que optem pela agricultura biológica terão prioridade no acesso a apoios do governo.

De acordo com o Programa Alimentar Mundial os agricultores butaneses cultivam principalmente arroz e milho assim como algumas frutas e vegetais. Contudo, as maiores necessidades de alimentos nos últimos anos forçaram o país a importar arroz e outros alimentos da Índia.

Este pequeno país, com 700 mil habitantes localizado entre a Índia e a China, já tinha atraído a atenção da comunidade internacional no passado. Há alguns anos, escolheu a Felicidade Nacional Bruta (em substituição do Produto Interno Bruto) como medida para avaliar o progresso da nação.
 
Nem todos estão convencidos que um Butão 100% biológico irá funcionar. Um artigo publicado no ano passado no Bhutan Observer indicava que já há vários agricultores que utilizam fertilizantes químicos e que podem estar relutantes em deixá-los.

Andre Leu, presidente da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Biológica(IFOAM) e conselheiro do governo do Butão, está otimista de que os centros de investigação de agricultura biológica serão capazes de definir métodos de produção biológica para aumentar o rendimento das produções. “Todos os problemas podem ser resolvidos, apenas é necessário mais alguns anos de investigação para alcançarmos soluções mais eficientes”, refere Leu.

O Butão não está sozinho nesta missão. Do outro lado da fronteira, no estado indiano de Sikkim um terço da agricultura já é biológica e espera-se que em 2015 este modo de produção de alimentos mais sustentável atinja os 100%. O estado de Kerala começou em 2010, um período de transição de 10 anos para alcançar a totalidade de produção agrícola pelo método de produção biológico.

Fonte: Naturlink ; TreeHugger ; NPR

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