sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Açores declara-se zona livre de OGM!‏

O Governo dos Açores decidiu declarar o arquipélago como zona livre do cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), aplicando na região os normativos comunitários relativos à utilização destes organismos e dos produtos derivados. «A aplicação do princípio da precaução aconselha a que os Açores se tornem uma zona livre do cultivo de OGM», refere o comunicado final da reunião do Conselho de Governo, divulgado esta sexta-feira em Ponta Delgada, como noticia a agência Lusa. 

Nesse sentido, «fica proibida a cultura, sementeira, plantio ou criação, por qualquer método ou técnica, de organismos geneticamente modificados, à excepção da produção ou introdução para fins de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico de manifesto interesse público». 

O executivo açoriano considera que a proposta de decreto legislativo regional que aprovou para a aplicação na região dos normativos comunitários «adopta uma posição claramente precaucionaria». O comunicado refere ainda que o diploma pretende «garantir a unidade e transparência do mercado interno e a segurança alimentar, minimizando os riscos ambientais e económicos da utilização de organismos geneticamente modificados». 

Nesta reunião, o Governo Regional aprovou ainda uma comparticipação de cerca de 420 mil euros para a implementação do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas e das Sete Cidades. Em causa está a requalificação da bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas e das margens da Lagoa das Sete Cidades. 

O executivo, entre outras medidas, decidiu ainda criar uma Reserva Parcial de Caça na freguesia de Guadalupe, na Graciosa, com uma área de 226 hectares. Nesta reserva fica proibida a caça da codorniz e qualquer actividade que possa prejudicar o desenvolvimento desta espécie, numa medida que visa promover a «diversidade e a valorização dos recursos cinegéticos» daquela ilha. 

 Fonte: TVI

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Açores querem tornar-se Zona Livre de OGM

O Governo dos Açores vai apresentar no parlamento regional, durante o primeiro trimestre de 2012, uma proposta legislativa para proibir o cultivo de transgénicos ou organismos geneticamente modificados no arquipélago. O anúncio foi feito por Noé Rodrigues, secretário regional da Agricultura, que garante que se trata de uma iniciativa "cautelar". 

Foto: Olima. Milho Transgénico. Agosto de 2010. Cabouco, Lagoa-Açores

"Neste momento, por razões de cautela, achamos que devemos introduzir o princípio do não cultivo de organismos geneticamente modificados na região", frisou o secretário regional, salientando ainda a falta de certezas da comunidade científica sobre esta matéria.  
Noé Rodrigues reconheceu que, numa região em que é "fundamental manter os níveis de competitividade e sustentabilidade agrícola", importa acompanhar o "evoluir das posições da comunidade científica" neste domínio para "em cada momento poder tomar as decisões mais adequadas".  
"Nesta fase, considerando aquilo que oferecemos como região de destino de turismo de qualidade, os impactos económicos na agricultura e a valorização dos produtos agrícolas regionais, é conveniente manter o arquipélago livre do cultivo de organismos geneticamente modificados ", defendeu o secretário regional da Agricultura. 
Numa reacção ao comentário da presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, que considerou ser "hipócrita" e lesiva dos interesses dos produtores regionais a proibição da cultura de organismos geneticamente modificados, Noé Rodrigues retorquiu que quem revela hipocrisia nesta matéria é a Comissão Europeia.  
"A hipocrisia está na posição comunitária que, ao proibir, condicionar e limitar o cultivo de OGM, autoriza, por exemplo que se importe ou se venha a importar de forma descontrolada carne da América do Sul, produzida com base em organismos geneticamente modificados que na Europa não são utilizados", concluiu.

Fonte: CM

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Governo francês mantém oposição a cultivo do milho da Monsanto

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira que o governo mantém a sua oposição ao cultivo de milho transgenico da Monsanto (MON810) em território francês, um dia após o Conselho de Estado anular uma moratória francesa em vigor desde 2008.

"O governo mantém e manterá a sua oposição ao cultivo de milho transgênico da Monsanto no nosso território", afirmou Sarkozy durante uma mesa redonda sobre a agricultura no sudoeste do país, antes de antecipar que os ministros do Meio Ambiente e da Agricultura preparam "uma nova cláusula de salvaguarda".

Na segunda-feira, o Conselho de Estado, a mais alta jurisdição administrativa da França, anulou a suspensão do cultivo de milho transgênico do gigante agroquímico americano Monsanto (MON810) adotada pelo governo francês em 2008 e questionada pela justiça europeia.

Segundo o Conselho de Estado, o ministério de Agricultura "não pôde justificar a sua competência para adotar os decretos, por carecer de provas sobre a existência de um nível de risco particularmente elevado para a saúde ou o meio ambiente".

Portanto, "em aplicação da decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, o Conselho de Estado anula os decretos do ministério da Agricultura suspendendo a transferência e o uso de sementes de milho OGM MON 8120 e proibindo o cultivo destas variedades", indicou o Conselho de Estado.

A União Europeia (UE) autorizou a importação e o cultivo de MON810 em 1998, mas vários países aplicaram nos últimos anos uma cláusula de salvaguarda que lhes permite proibir o cultivo de variedades geneticamente modificadas.

Alemanha, França, Grécia, Áustria, Hungria e Luxemburgo suspenderam o cultivo desta variedade de milho concebida para resistir melhor à "mariposa piral" pelas dúvidas sobre possíveis repercussões na saúde e no meio ambiente.

Fonte: INF'OGM

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Digressão pelas Sementes Livres - SEED SAVERS TOUR 2011



No próximo dia 4 de Novembro, Portugal receberá a visita dos Seed Savers da Austrália, Michel e Jude Fanton, precursores da consciência global pela preservação das sementes e da sua divulgação junto dos permacultores e horticultores por todo o mundo. Ao longo de 10 dias partilharão os seus conhecimentos de permacultura e preservação de sementes locais em eventos espalhados de norte a sul do país.

Nas suas hortas e nos cursos de permacultura, Michel e Jude sempre evidenciaram a conservação da bidiversidade e a produção de sementes como componentes essenciais da produção de alimentos.
A concentração do mercado das sementes a partir de meados dos anos 70 resultou no desaparecimento de milhares de variedades não rentáveis e a sua substituição por uma pequena quantidade de híbridos. Foi este panorama que levou Michel e Jude a fundar a “Seed Savers' Network”, em 1986, como ferramenta para contrariar a globalização das sementes e as patentes sobre as plantas. Rapidamente foram reconhecidos no meio permacultor como o braço sementeiro da Permacultura.
Este ano a rede dos Seed Savers celebra 25 anos de trabalho pioneiro na área da acção comunitária pelas sementes e conta já com cerca de 100 redes locais de sementes na Austrália, para além de ter dinamizado a preservação de sementes tradicionais em outros 40 países, entre eles Afeganistão, Índia, Japão, Timor e Equador.
Os Seed Savers levaram a cabo um importantíssimo trabalho de recolher, catalogar e guardar sementes de variedades tradicionais por toda a Austrália. Estas sementes são mantidas vivas replantando em média 1.200 variedades por ano nas hortas dos Seed Savers e trocando-as entre hortelões espalhados por toda a Austrália, contribuindo assim para a adaptação contínua das plantas locais.
Para além da participação em diversos estudos de investigação científica, individualmente ou em conjunto com universidades e outras instituições, o trabalho de Michel e Jude Fanton consiste em apoiar a criação de redes locais de troca de sementes, bancos de sementes e hortas de preservação de sementes de variedades tradicionais um pouco por todo o mundo. Entre as suas publicações constam o “Seed Savers' Handbook” - uma referência para cultivar, preparar e conservar 117 variedades tradicionais de plantas alimentares da Austrália e da Nova Zelândia – e o documentário “Our Seeds” / “As Nossas Sementes” - filme que celebra os guardiões de sementes, os agricultores e horticultores que preservam e partilham a fonte da nossa herança alimentar diversa -. Em breve lançarão um novo documentário, “Our Roots”, filmado em Vanuatu.
Michel e Jude Fanton são uma inspiração para milhares de hortelões e defensores da nossa herança alimentar comum. Permacultores de longa data (os seus desenhos figuram no manual de Permacultura e o Bill Mollison foi um visitante frequente nas suas hortas), hoje dedicam-se sobretudo a espalhar a mensagem das sementes tradicionais e a apoiar a criação de sistemas locais de preservação e troca de sementes.

Programa SEED SAVERS TOUR, 4 a 13 de Novembro 2011
4 a 6 de Novembro, São Brás de Alportel, Algarve: Encontro anual da Semente da Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais, a Colher para Semear, com projecção do filme de Michel e Jude Fanton “As Nossas Sementes”, seguida de conversa informal no dia 4 pelas 20.30h.
8 de Novembro - 16-18 h, Escola Casa Verdes Anos, Monsanto, Lisboa:Oficina para pais e professores facilitada por Michel e Jude Fanton sobre hortas em escolas.
Inscrições através do email casaverdesanos@gmail.com. Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 5 euros.
9 de Novembro - 11-13 h, Horta do Monte, Graça, Lisboa: Oficina para hortelões e interessados facilitada por Michel e Jude Fanton sobre preservação de sementes tradicionais e a criação de redes locais de sementes.
Inscrições através do email sementeslivres@gaia.org.ptPara apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 3 a 5 euros.
9 de Novembro – 19 h, Auditório da Faculdade de Belas Artes (UL), Lisboa: Projecção pública do filme “As Nossas Sementes”, seguida de debate com Michel e Jude Fanton e oradores convidados.
Para apoiar a vinda dos Seedsavers pedimos um donativo sugerido de 3 euros.
9 de Novembro - a partir das 22 h, no Bartô, Costa do Castelo, Lisboa:Festa benefit "Save Our Seeds - SOS Sementes!", ao som dos Soundclowns,para apoiar a Seed Savers Tour!
10 de Novembro – 15-20 h, Horta do Botânico, Coimbra:
15-17 h: Oficina de sementes com vários especialistas portugueses de sementes e os "seed savers" Michel e Jude Fanton. Contribuição de 5 € (estudantes 3 €).
17-19 h: Oficina de culinária “sementes na mesa”, seguida de jantar convívio com os resultados da oficina. Contribuição de 10 € (estudantes 6 €).
Contribuição para quem faz as 2 oficinas: 12,50 € (estudantes 8 €). Contacte a organização se quer participar mas não tem possibilidade nenhuma de contribuir financeiramente.
Sessão organizada pelo Jardim Botânico e o Grupo Transição Coimbra. Inscrições através do email transicaocoimbra@gmail.com
10 de Novembro – 20.30 h, Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra:Projecção pública do filme “As Nossas Sementes”, seguida de debate com os Fanton e oradores convidados.
Sessão organizada pelo Jardim Botânico, o Grupo Transição Coimbra e o Centro de Estudos Sociais.
12 e 13 de Novembro, Jardim Botânico, CoimbraCurso de Introdução à Permacultura, facilitado pelo Maurício Umann d'O Fojo, co-facilitado entre outros por Michel e Jude Fanton e Annelieke van der Sluijs. Programa especial de Sábado à noite: Jantar e Tertúlia sobre a Soberania da Semente com a Campanha pelas Sementes Livres.
Curso organizado pelo Jardim Botânico, o Grupo Transição Coimbra e O Fojo com apoio da Campanha pelas Sementes Livres. Ver o cartaz aqui.
Inscrições para o curso ou apenas para a sessão de Sabado até 10 Novembro através de transicaocoimbra@gmail.com
*O investimento (ético) do curso de Permacultura e os donativos em todas as outras sessões reverterão para apoiar a vinda dos Seed Savers a Portugal.*

Para mais informações contactem sementeslivres@gaia.org.pt

FILME DOS SEED SAVERS:  "As Nossas Sementes"

Fonte: GAIA

domingo, 25 de setembro de 2011

Extinção quase total de OGM cultivados na Alemanha, Roménia e Suécia

Na União Europeia, apenas oito países (dos 27) cultivam comercialmente OGM. As superfícies cultivadas, têm no entanto vindo a diminuir de forma constante desde 2009, excepto em Espanha e Portugal onde este ano há um aumento relativo.

Em Espanha e Portugal, as culturas de milho geneticamente modificado Bt aumentaram ligeiramente entre 2010 e 2011. Estes são os países que, juntos, cultivam mais de 90% das culturas transgénicas na União Europeia. Nos outros países, a tendência é conforme ao que foi evocado em fevereiro de 2011, ou seja, uma redução significativa de terra dedicada a cultivos transgénicos, milho Bt Mon810 ou batata Amflora.


Na Roménia, apesar do apoio aos OGM por parte das autoridades governamentais nas instâncias europeias, o milho Bt declinou ainda mais em 2011, de 823 hectares em 2010 para apenas 600 hectares (588), de acordo com os dados oficiais publicados pelo Ministério da Agricultura romeno. As superfícies estão em declínio desde 2008, altura em que mais de 6.000 hectares foram plantados com milho Bt.

No dossier da Inf'OGM "Roménia - Cavalo de Tróia dos OGM na Europa"(em francês)", escrito em parceria com Inf'OMG, nosso colega romeno, explicávamos esta falta de entusiasmo para o milho transgénico: "o MON810 geneticamente modificada para produzir um inseticida contra a broca do milho (Ostrinia nubilalis), um parasita que não têm uma presença significativa na Roménia. Este OGM não tem realmente interesse para os agricultores romenos. Além disso, a ONG Green Alert diz que em 2007, no Condado de Lasi, MON810 não suportou uma seca muito severa. "


Na Suécia, os dados oficiais também concluem que há um declínio significativo na cultura da batata OGM Amflora. Este é o segundo ano em que essas batatas estão autorizadas para a cultura, e a área já começou a ser extremamente pequenas. A área total de culturas OGM na Suécia atingiu apenas 25 hectares, distribuídos por quatro campos (contra 103 hectares em 20 campos em 2010).

Na Alemanha, e segundo o sitio do ministério de protecçao dos consumidores e da Segurança Alimentar, a área cultivada com a GM caiu mais uma vez,, para ser reduzida a uma área de 2 hectares ... contra 15 hectares em 2010 (uma diminuição de 87%, demonstrando alias que os números podem ser enganadores: bastou que um ou dois agricultores muda-se de ideias para fazer com que houvesse essa queda...). Os ensaios de culturas OGM representam este ano, um pouco menos de 7,4 hectares.

Segundo o sitio do Ministério alemão da Agricultura, a República Checa não teria cultivado batata Amflora em 2011. Questionado por Inf'OGM, o Ministério da Agricultura Checo anunciou que ainda não tinha publicado os dados oficiais para 2011. Ainda assim, o MON810 foi cultivada no país. Da mesma forma, na Eslováquia e na Polónia, não podemos obter ainda os dados oficiais.

Fonte: Inf'OGM

Tradução livre da ZLO

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Espanha / Portugal: Aumento da cultura de milho OGM em 2011

Todos os anos, os Ministérios da Agricultura europeus publicam no seu sitio dados sobre a área cultivada com OGM. Esta é uma exigência legal.


Os dados espanhóis e portugueses foram anunciados durante o mês de setembro 2011... Enquanto a área plantada com milho OGM Bt tinha diminuído entre 2009 e 2010, houve um aumento para 2011.

Na Espanha 97 326 hectares foram plantados com milho Bt (um aumento de entre 27% e 44% de acordo com fontes em 2010). Este valor é calculado com base na compra de sementes: o Ministério especifica que "o tamanho estimado é baseado numa dose média de 85 000 sementes por hectare." Esta estimativa e esse cálculo deixa um pouco perplexo. Como já se podia ler no sitio da Inf'OGM no ano passado: "ainda não há na Espanha, como é exigido por regulamentos da UE, um registo dos terrenos cultivados com OGM". Em 2010, a área cultivada com OGM variava, segundo os diferentes dados do Ministério, de entre 67 726 hectares (um decréscimo de 11% em relação a 2009) e 76 575 hectares, representando uma margem de erro de 13% (quase 9.000 hectares ). Será que se passa o mesmo este ano?

Em Portugal, o Ministério anunciou para 2011, 7 723,6 hectares de milho OGM Bt, contra 4 868 hectares em 2010, um aumento de 59%. Entre 2009 e 2010, a área tinha diminuído. Encontramos aqui o mesmo padrão que anteriormente mencionado para a Espanha.

Finalmente, se as superfícies de milho OGM Bt (MON 810) flutuam de ano para ano, são sempre os mesmos países que o cultivam: Espanha (mais de 80% dos OGM cultivados na Europa), Portugal, Roménia, Eslováquia, República Checa e Polónia. A União Europeia continua na sua globalidade bastante hostil aos OGM, representando área de cultura OGM menos de 1% das terras agrícolas.


Fonte: Inf'OGM


Tradução livre da Zona Livre de OGM

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Documentário: As Nossas Sementes

Filmado em onze países com vinte grupos tribais, “As Nossas Sementes” (Our Seeds: Seeds Blong Yumi), mostra que as ameaças à saúde e qualidade alimentar têm soluções locais.
Realizado e produzido pelos Seed Savers, o filme celebra os guardiões de sementes, os agricultores e hortelões que preservam e partilham a fonte da nossa herança alimentar diversa.


Our Seeds: Seeds Blong Yumi
(2008) - Falado em inglês, legendado em português

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Reportagem da TVI "O Veneno nosso de cada dia"

Grande Reportagem da TVI emitida no dia 12-09-2011. A produção agro-alimentar coloca questões sérias de saúde pública. No espaço de 20 anos o número de cancros em Portugal aumentou 735%. A segurança alimentar é umas das grandes preocupações do nosso tempo. Mandámos analisar dezenas de alimentos e os resultados vão por certo surpreendê-lo...




Só é pena que não fale das alternativas: permacultura, cultura biológica e biodinâmica, hortas urbanas em zonas não poluídas, hortas em varandas, etc.


Fontes: TVI

           Cultivar Biodiversidade


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Homem que plantava Árvores

"O Homem que plantava Árvores" é uma animação maravilhosa sobre a simplicidade, a persistência, a generosidade. E sobre como os actos de uma pessoa, ainda que isolados, podem fazer a diferença e mudar o mundo à sua volta.
história é contada por Jean Giono, e a animação é de Frédéric Back.

Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.

Conta a história de um homem bom e simples, o pastor Elzéard Bouffier que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar para trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos. 



'L'Homme qui plantait des arbres" em português


sábado, 10 de setembro de 2011

Documentário "O Mundo Segundo a Monsanto"


Este documentário é o  resultado do trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa Marie-Monique Robin. O livro "Le monde selon Monsanto" e o documentário homônimo são um libelo contra os produtos e o lobby da multinacional.

A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. 


"Alimentação, Saúde, Esperança": no seu site, a empresa de St. Louis promete uma agricultura sustentável, rendimentos mais elevados, ambientalmente amigável. Experiente jornalista de investigação, tendo recebido o Premio Albert-Londres em 1995, a realizadora decidiu analizar de forma pormenorizada, inclusive, explorando o passado da empresa. O seu primeiro passo leva-a a Anniston, Alabama, onde 40% da população, em sua maioria individuos de raça negra, que estao a sofrer de câncro. Em 2002, a Monsanto foi condenada pelo tribunal a pagar 700 milhões de dolares por ter escondido durante décadas os perigos do PCB ...



Legendado em Português."Le monde selon Monsanto" (2008 - França) - Dirigido por Marie-Monique Robin.

Fontes: Arte
               
                Wiki

            Site Oficial.


          

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tribunal Europeu protege mel de contaminação transgénica

O Tribunal Europeu de Justiça decidiu a favor dos apicultores da Baviera, Alemanha, que se tinham queixado por o seu mel ter sido contaminado por um campo de milho transgénico vizinho. A decisão do tribunal poderá abrir caminho para o pedido de compensações a empresas de biotecnologia ou aos governos que autorizam os campos de ensaio. 


As colmeias situam-se a 500 metros de um campo de ensaio de milho transgénico MON810 da Monsanto e, segundo os apicultores, o mel apresentava vestígios de pólen OGM (organismos geneticamente modificados). Por isso, o mel não pôde ser vendido, razão pela qual os apicultores pediram uma indemnização ao governo da Baviera.


Organizações não governamentais de Ambiente e o partido Os Verdes no Parlamento Europeu já saudaram a decisão do tribunal, considerando-a uma vitória para os apicultores, consumidores e agricultura tradicional. Ontem, activistas da organização Amigos da Terra manifestaram-se à porta da sede da Monsanto, em Bruxelas.


Stefanie Hundsdorfer, da organização Greenpeace, fala em “poluição genética” e lembra que a decisão “salienta que as agriculturas tradicional e a transgénica não podem co-existir. Quando uma cultura OGM é plantada ao ar livre, é impossível conter a contaminação”.

José Bové, eurodeputado francês conhecido pela sua oposição aos transgénicos, vai mais longe: “Os apicultores são impotentes em evitar a contaminação do seu mel com pólen OGM. A única maneira segura é uma moratória total aos OGM na Europa”.


Fontes: Inf'OGM

            Ecosfera

           Greenpeace

           Amigos da Terra Europa

terça-feira, 6 de setembro de 2011

UE: Mel contaminado por OGM deixa de poder ser colocado no mercado sem autorização específica

A 06 de setembro de 2011, o Tribunal de Justiça da União Europeia emitiu a sua decisão em resposta a três questões colocadas pelo tribunal administrativo da Baviera (sul da Alemanha). Ele considera que "o mel e os complementos alimentares contendo pólen vindo de um OGM são alimentos produzidos a partir de OGM, que não podem ser comercializados sem autorização prévia".


Fonte: Inf'OGM

Biosfera - Polinizadores em risco


Gosta de café? Não dispensa a melancia no Verão e tem o hábito de comer uma maçã entre refeições? Todos estes alimentos dependem da polinização e podem desaparecer dos campos de cultivo com a redução drástica de abelhas. Em Portugal, os apicultores procuram respostas para as quebras de produção de mel e mortalidade das colónias. Doenças e vírus, como a varroa continuam a dizimar apiários. Qual o impacto dos pesticidas e dos transgénicos?


domingo, 4 de setembro de 2011

Severn - A voz das nossas crianças

Todos conhecemos o video do discurso desta menina numa conferência das Nações Unidas.
Hoje as suas palavras voltam a ser ouvidas no documentário "A voz das nossas crianças".
  
Durante a Eco 1992, no Rio de Janeiro, a menina Severn, então com 12 anos de idade, levantou-se e questionou os responsáveis por nosso planeta pelo estado das coisas. O impacto de suas palavras foi enorme. No entanto, hoje, 19 anos depois, o planeta Terra continua sofrendo de abandono. Severn, já adulta, espera o seu primeiro filho. Mais uma vez, ela toma a palavra e explica que, embora a situação seja urgente, ainda há tempo para mudanças. Do Canadá ao Japão, passando pela França, muitos outros ecoam suas palavras e demonstram estar a tomar medidas concretas a respeito da biodiversidade. Este documentário é realizado por Jean-Paul Jaud, ("Os nossos filhos vão nos acusar").


(Severn, La Voix de nos Enfants, França)
Trailer legendado em português

sábado, 3 de setembro de 2011

“Milho” documentário de realização de José Barahona




“Milho” é um documentário da autoria dos cientistas e investigadores Élio Sucena, Ana Larcher Carvalho e Shrikesh Laxmidas com realização de José Barahona. Uma produção FILMES DO TEJO, com co-produção da MPC & Associados (Brasil), financiada pela FUNDAÇÃO PARA A CIÊNCIA E TECNOLOGIA, PROGRAMA IBERMEDIA e RTP 2. Este documentário lança um olhar sobre a influência transversal da ciência e da tecnologia na nossa história, quotidiano e percurso comum enquanto civilização.
Estamos no limiar de uma nova mudança à escala global com o surgimento da tecnologia dos organismos geneticamente modificados. De que forma pode a história do milho ajudar-nos a descodificar a vasta teia de acontecimentos históricos, sociais, culturais, económicos, científicos e políticos associados ao impacto da ciência e das tecnologias na organização das nossas sociedades?
Será a tecnologia de transgénicos verdadeiramente perigosa para a saúde e para o equilíbrio ecológico? Ou estaremos apenas perante mais uma fase na evolução tecnológica que permitirá reduzir o impacto ambiental, aumentar a produtividade agrícola e erradicar a fome?
Um documentário rodado em Portugal, Estados Unidos, México e Brasil, com entrevistas a peritos internacionais em diversas áreas cientificas e com a participação especial de Custódia Gallego e João Pedro Cary.
SINOPSE
D. Ana prepara uma salada de milho para a sua família. Na televisão as notícias são contraditórias: alguns pregam os benefícios das novas variedades de milho transgénico e outros, pelo contrário, levantam questões catastróficas em relação a este novo avanço tecnológico. D. Ana fica sem saber o que é ou não seguro para alimentar a sua família… Mas a história do milho não começou aqui. Ela é parte integrante da forma como evoluiram as nossas civilizações. Tomando o milho como “personagem” principal, este filme fala-nos da influência da tecnologia nas formas de viver das nossas sociedades, no passado, presente e futuro.
AGRADECEMOS TODA A DIVULGAÇÃO POSSÍVEL
UM FILME APOIADO POR:
Fundação para a Ciência e Tecnologia, Programa Ibermedia, RTP2
Com a participação de Fundação Calouste Gulbenkian, Ciência Viva, Poci / União Europeia

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Documentário "Alimentos S.A."




Veja o documentário Alimentos S.A.( Food Inc.), Com legendas em português. Não perca este filme, nomeado para o Óscar de Melhor Documentário de 2009.
Mostra a realidade sobre aquilo que comemos. Passa-se nos Estados Unidos, mas não é muito diferente no Brasil e na Europa, é essencial estarmos atentos e informados!

Alimentos SA [Food Inc][Ministerio-M3A.com] from Ministerio M3A on Vimeo.

Fonte: Food Inc.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Libertando batatas


Na Bélgica, o Movimento de Libertação do Campo (FLM) ganhou um prémio importante pela sua vontade de mudança democrática radical. O prémio Jaap Kruithof foi atribuído por causa das suas acções contra os OGM do passado mês de Maio.



Durante essas acções o FLM entrou em campos que tinham sido plantados com batata OGM. Eles 'libertaram' o campo das plantas OGM e substituíram por batatas  equivalentes biológicas.

Uma das manifestantes foi demitida do seu trabalho de pesquisadora da Universidade de Lovaina por causa da sua participação na acção. Alguns dos outros manifestantes foram presos.


A partir do momento que a libertação de batatas tornou-se um acto criminoso, devemos certamente reconsiderar o valor real do que costumávamos chamar liberdade. Não apenas para as batatas, mas mais importante para nós próprios. 
Pense sobre isso.



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