sábado, 30 de outubro de 2010

Diana Bánáti: Uma pró-OGM a chefiar a AESA?




Reeleita na semana passada, a chefe da EFSA/ASEA (Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos) Diana Bánáti é acusada, por ambientalistas do Parlamento Europeu, de conflito de interesse.
Convêm relembrar que ela foi nomeada para este cargo em Julho de 2010, e que era também membro do Conselho de Administração do International Life Science Institute (ILSI) Europa, o lobby "do agronegócio ", segundo palavras de José Bové, um dos ambientalistas françês. 

O ILSI é uma organização internacional com mais de 400 empresas, incluindo a Monsanto, Syngenta, Dupont, Nestlé e Kraft Foods. Nos anos 1980 e 1990, ela foi participou no esforço das companhias de tabaco para minar as iniciativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o tabaco. Após várias investigações, a OMS excluíu o ILSI, em janeiro de 2006, da lista das organizações elegíveis para participar nas suas actividades.

Ele interroga-se para o facto que Bánáti não tenha mencionado esse pormenor na sua declaração de interesse e também para o facto que ela nunca emitiu parecer negativo em mais de cem processos de produtos geneticamente modificados submetidos ao veredicto de Bruxelas.
 aqui tinhamos falado sobre este assunto.



No entanto, (e como por acaso agora!), Diana Bánáti disse que tinha saido do  ILSI
E pode assim ser reeleita...


Noticia no The Ecologist

O PSD lança o debate sobre OGM nos Açores



O Partido Social Democrata (PSD) pela voz do deputado António Ventura, quer saber qual é a posição do governo regional (PS), sobre a introdução de organismos geneticamente modificados (OGM). Este senhor parece ter um discurso algo ambíguo... certamente porque sabe que o PSD nacional é, no global, a favor dos transgénicos na agricultura. 


Artigo integral: Correio do Norte-Açores


A acção do PSD dos Açores vem decerto na sequência da declaração oficial da Madeira como região livre de transgénicos, e é bem vinda - o governo dos Açores em tempos tomou algumas iniciativas nesta área mas, que se saiba, deixou cair tudo no esquecimento...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Activistas solicitam proibição total da cultura de transgénicos no Chile


"Não aos transgênicos!". Com essa palavra de ordem, dezenas de ativistas da organização "Chile Sem Transgênicos" realizaram, na manhã de 25 de Outubro, uma manifestação pacífica em frente à CasaPiedra, local onde acontecia o Encontro Nacional de Agro 2010 (Enagro). Este encontro reúne autoridades governamentais e empresários para discutir questões relacionadas à agricultura. Nesta edição, o tema central foi "Inovar: chave para uma boa colheita".





Os manifestantes leram uma Declaração Pública direcionada a José Antonio Galilea, ministro da agricultura do Chile, que também estava no Encontro. No documento, a organização pediu que o representante do Ministério da Agricultura solicite estudos e análises sobre as consequências da cultura dos transgénicos no Chile.





De acordo com a carta lida nessa manhã, Galilea assinou, na semana passada, na reunião sobre segurança alimentar do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), uma declaração conjunta na qual apoia a aprovação "da biotecnologia e de outras tecnologias seguras, efetivas e ambientalmente sustentáveis para assegurar o desenvolvimento sustentável do setor agrícola e para aumentar a quantidade de oferta de alimento".
Por isso, a organização ressaltou os perigos do cultivo de transgênicos no país. Segundo a declaração, estudos científicos revelam "claramente que os cultivos transgênicos são inseguros para a saúde da população e ambientalmente contaminantes em todos os países que já os adoptaram".
Abortos espontâneos, má formações congênitas, problemas mentais em recém nascidos, deslocamento de pequenos agricultores e camponeses foram apenas alguns exemplos - destacados por Chile Sem Transgênicos - de efeitos causados pelos organismos modificados.
"Confiamos que nossas autoridades vão relêr a literatura científica disponível, e vão aplicar o princípio de precaução ante os iminentes danos ambientais, sociais e para a saúde que essas culturas produzem. Pensamos que o Governo não pode ignorar a vivência mundial e a posição social nesse tema", destacaram, solicitando a "proibição total da cultura de transgénicos no Chile".




Fonte: Adital

Acções Online - Participe



Quer ajudar? Acredita que juntos temos mais força? Então, com alguns cliques no seu computador pode apoiar e fazer a diferença. Abaixo apresentamos várias campanhas e petições de diferentes entidades que merecem realmente o seu tempo. Mesmo que só tenha uns minutos, contamos com a sua participação!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Carrefour lança rótulo "alimentado sem OGM"

É a primeira vez que um supermercado françês lança esta iniciativa, um primeiro passo para as cadeias de distribuição "sem OGM". 

O Grupo Carrefour lança assim esta semana a campanha chamada "Nourri sans OGM", para 300 produtos diferentes de origem animal, nas suas lojas françesas. Isso afetará todos os produtos da gama "Engajament Qualité Carrefour", como o porco, vitela, frango, ovos e peixes.

Greenpeace congratula-se com esta iniciativa, que faz lembrar os diversos guias publicados pela Greenpeace durante anos em "produtos com ou sem OGM" e atenuaram a total falta de transparência e informação sobre esta questão.

Em Portugal, é de louvar a iniciativa da Plataforma transgénicos fora, com a sua Lista Negra das marcas e empresas portuguesas que usam ingredientes transgénicos ou que não responderam ao inquérito. Mas ainda estamos longe duma rotulagem "sem OGM", como é o caso do Carrefour.

Do mesmo modo, se esses 300 referências "alimentados sem transgénicos" representam um passo importante, o Carrefour tem de ir muito mais longe e garantir a ausência de OGM para todos os produtos de sua marca e em todos os países onde a gigante da distribuição tem lojas.


sábado, 23 de outubro de 2010

Nim - insecticida biológico



O Nim ou Amargosa (Azadirachta indica) é uma planta que pertence à família Meliaceae, o seu nome científico faz referência à sua origem, a Índia. Muito resistente e de rápido crescimento, alcançando normalmente de 10 a 15 m de altura e produzindo uma madeira avermelhada, dura e resistente.
Contudo, não são as suas características botânicas as que mais despertam o interesse de agricultores em todo o mundo. O que chama a atenção desses agricultores é o conteúdo de azadirachtina da planta, um princípio ativo que vem demonstrando alta eficácia no combate a diversas pragas e doenças que atacam plantas e animais.





O uso do Nim na agricultura está enraizado na herança cultural indiana: ele é geralmente utilizado para proteger as plantas dos insetos e de doenças criptógamas. Hoje, a azadiractina conseguida a partir de sementes de Nim, é um pesticida autorizado na Europa. A azadiractina é inofensiva para os mamíferos, isto porque esta substância age sobre o metabolismo das larvas do inseto.
No Ocidente, os médicos prescreviam a casca da raiz de nim na decocção como vermífugo. O óleo de nim foi usado também para remover os vermes, mas também para o tratamento de reumatismo e doenças de pele. Na Europa, as folhas e flores são os componentes de remédios homeopáticos. Atualmente, o óleo de nim é usado principalmente para combater os piolhos, mas também é apropriado para o cuidado dental, higiene oral, e para tratar a herpes labial.  



Reportagem brasileira sobre o Nim, onde o pesquisador Paulo Afonso Viana, explica como as substâncias encontradas no nim são eficazes contra a lagarta, além de mostrar os processos de produção e aplicação do inseticida biológico.

Segundo o pesquisador Hélcio Abreu Jr., o alto poder inseticida da planta permite alcançar até 90% de sucesso no controle agroecológico com os extratos de Nim, com a vantagem de não se afetar os inimigos naturais (predadores, parasitas e entomopatógenos). Desta forma, é possível manter a população de pragas em níveis baixos, fora do nível de dano econômico.
Entretanto, cabe lembrar que é possível controlar determinadas pragas e doenças com outras práticas como uma equilibrada adubação, e o fornecimento de micronutrientes, como a aplicação de boro na cultura do milho para o controle de algumas espécies de lagartas. O uso isolado de um insecticida nunca substituirá a visão holística de toda a paisagem agrícola, com a correta aplicação dos conhecimentos agronômicos e ecológicos, ou seja os principios básicos da Agroecologia.


"Alimente o seu solo que ele alimentará a sua planta''
William Albrecht


Pesquisadores descobriram que o Nim age tanto na área de pesticidas como na área medicinal. Descobriu-se que suas sementes e folhas combatem mais de 200 espécies de insetos.
A árvore é provavelmente a melhor fonte de bio-pesticida existente.
Mais de 2400 plantas são conhecidas por suas propriedades pesticidas, mas poucas oferecem um controle efetivo dos insetos to bom como é o do Nim.
A Alemanha em parceria com a República Dominicana, desenvolveu um  plano de cultura do Nim, voltado para o pequeno produtor, que resultou na Fundação Agricultura e Meio Ambiente. Toda matéria prima colhida, é absorvida  pela  indústria alemã, que a utiliza na fabricação de artigos  de higiene e medicinais.
Cuba desenvolve um grande plantio, já tendo alcançado a taxa de 30% de inseticida natural em uso no País, derivado do Nim.



Poderá encontrar no site brasileiro planeta orgânicoexemplos das potencialidades insecticidas do Nim. Assim como bastantes referências sobre este e outros assuntos ligados à agricultura biológica e à agroecologia.












Onde encontrar Nim em Portugal?
Em Lisboa na "LISCAMPO", sita na Travessa do Carvalho, por detrás do Mercado da Ribeira. Em Faro também existe. Trata-se dum produto  à base de óleo de Nim, da marca  espanhola Biológicas Canárias
             
Onde encontrar Nim no Brasil?
Em Campinas no Nim do Brasil, produtos e tecnologia de Nim (sementes, óleo, extratos, vídeos, livros).
R. Clóvis Bevilacqua, 550; D-32 // Campinas
Há também esta loja virtual brasileira: Bionin

Deixo-vos com um conselho importante, o Nim ou qualquer outro tipo de insecticida/pesticida biológico, por mais inofensivo que seja, deve ser utilizado com o acompanhamento criterioso de um profissional (agrônomo).

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mercados Biológicos em Portugal


Faça as suas compras à porta de casa, com qualidade e frescura, a preços do produtor!
Aproveite o passeio e forneça à sua família produtos de Agricultura Biológica, sem pesticidas e sem adubos químicos de síntese, saudáveis para si e para o ambiente.
Lista não exaustiva de mercados, em Portugal continental, onde se vendem alimentos provenientes da agricultura biológica, produzidos sem pesticidas e adubos químicos de síntese e, por isso, mais saborosos e saudáveis:

  • Algés: Jardim de Algés. Sáb. 9h-14h

  • Aveiro: Mercado Biológico Rossio, Aveiro. Sáb. 9h-13h

  • Cascais: Pq. Marechal Carmona. Sáb. 10h-18h

  • Coimbra: Mercado do Botânico - Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (Calçada Martim de Freitas) Coimbra. Sáb. 9h-13h

  • Lisboa:
  1. R. João Villaret, 9-13 (junto à Av. de Roma) Sáb. 9h-14h
  2. Mercado Biológico do Príncipe Real(Frutas, hortaliças frescas, cereais, azeite, ovos, frutos secos, queijos, enchidos, biscoitos, mel, pão e vinho de agricultura biológica) - Jardim do Príncipe Real. Sáb. 8h-14h

  • Maia: Mercado Biológico - Castelo da Maia, Maia. Dom. 9h-14h

  • Matosinhos: Mercado Biológico -  Jardim Basílio Teles, Matosinhos. Sáb. 9h-14h

  • Oeiras: Jardim de Oeiras. Sáb. 9h-14h

  • Porto: Feira de Produtos de Agricultura Biológica - Núcleo Rural do Parque da Cidade do Porto, Porto. Sáb. 10h-14h

Mais informação : Agrobio

Tremoço - O Fungicida Natural

Cientistas portugueses descobriram as propriedades fungicidas de uma proteina - designada "blad" - presente no tremoço e que poderá ser a solução para garantir a saúde da agricultura biológica ou ainda das culturas de estufa, sem causar danos no ambiente.





O tremoço , aperitivo muito popular nos países mediterrânicos, tem uma proteína de alto valor nutritivo com propriedades fungicidas, de toxicidade zero para os humanos. A proteína blad, de onde é extraído o novo fungicida, foi descoberta em 1991 pelos cientistas Ricardo Ferreira, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITBQ), e Virgílio Loureiro, do Instituto Superior de Agronomia (ITBQ).



"Estamos a falar de um fungicida de última geração, portanto, um fungicida orgânico, não tóxico para o ambiente e é tão eficaz ou melhor que os fungicidas químicos", refere Sara Monteiro, engenheira agroindustrial, em entrevista ao semanário Expresso. Este fungicida não contamina os lençóis freáticos nem provoca danos à saúde humana – é considerado revolucionário pela grande capacidade de resistência ao calor e aos raios ultra violeta.






Neste momento estão a ser produzidas, em fase piloto, as quantidades necessárias do tremoço fungicida para demonstrar a sua toxicidade zero para os humanos e eficácia - sendo um fitofarmacêutico necessita de certificação na Europa e EUA - e, também, para testes em clientes-piloto, avança o Expresso. A produção é feita pela CEV- Consumo Verde Biotecnologia das Plantas SA, empresa situada no parque industrial do Seixal criada para este fim.








Fonte: Expresso

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Jovens cultivam hortas biológicas em Ourém


Num projecto lançado pela Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (Agrobio), oito crianças do Centro de Recuperação Infantil de Ourém (CRIO) vão plantar Hortas Biológicas Sociais. O objectivo passa por ajudar a integrar em sociedade estes jovens, através da prática da agricultura biológica. As hortas que vão ser plantadas na Quinta do Montalto, freguesia de Olival, Ourém, serão depois usadas para consumo próprio ou, em caso de excedentes, para venda no mercado.
Segundo explicou Jaime Ferreira, representante da Agrobio, “vivemos num mundo cada vez mais difícil, cheio de oportunidades” que devem ser acessíveis a todos. “A agricultura biológica é uma dessas oportunidades”, assim como uma “boa forma de integrar as pessoas”. As hortas sociais vão procurar “ajudar a integrar estas pessoas, mostrando que são válidas à sociedade”. O projecto deverá receber ainda a visita de escolas.
Para André Gomes Pereira, representante da Quinta do Montalto, o projecto vai ao encontro de princípios “basilares” da sua família: a parte ambiental, ligada à agricultura biológica, e a parte social. “A família Gomes Pereira sempre ajudou bastante o Olival e para nós era importante ajudarmos estas crianças. Espero que esta ideia se multiplique”, afirmou.
Presente na ocasião, o vereador da Câmara de Ourém José Alho (PS) referiu que a autarquia tinha que se ligar ao projecto por uma “questão social”, possuindo inclusivamente um pelouro dedicado ao desenvolvimento rural. A agricultura biológica funciona como um regresso às origens, recuperando-se práticas antigas, comentou.
Oito jovens do CRIO vão passar a trabalhar regularmente nas hortas, possuindo alguns já conhecimentos em agricultura. Para já vão ser plantados produtos da época, como batatas, alfaces, couves, brócolos, alho francês, cebola, alho roxo, favas, nabos, entre outros. O projecto conta com a colaboração da Câmara de Ourém, CRIO, Quinta do Montalto e Peçourem (a nível dos equipamentos).
Fonte: O Mirante

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"Ao Encontro da Semente" 2010


Evento imperdível para os amantes da agrobiodiversidade, do modo de produção de alimentos sustentável e dos saberes tradicionais. Com as alternativas e religando os cidadãos ao mundo rural, se combate também os transgénicos.

A Colher para Semear vem por este meio convidar-vos a participar em mais um "Ao Encontro da Semente" a 30 e 31 de Outubro, desta vez rumamos a Montemor-o-Novo. É nesta localidade que teremos oportunidade de nos deslumbrar com as maravilhas encontradas pelo nosso amigo José Miguel Fonseca, nas incursões que realizou nos últimos meses em terras alentejanas.

Informamos que a participação no encontro é gratuita, com excepção da participação nas oficinas, estas têm um custo total (que engloba a frequência de todas as oficinas) de 20 euros para não sócios e de 10 euros para sócios. Pedimos a todos os interessados que se inscrevam enviando a sua inscrição para o email: colherparasemear@gmail.com, quer pretendam assistir apenas às palestras ou também às oficinas, pois deste modo facilitam a logistica do encontro. 

Este ano há uma novidade no programa habitual, que consiste em fornecer as refeições (almoço/ jantar de sábado e almoço de domingo) confeccionadas com ingredientes (muitos de produção bio) adquiridos em produtores locais. A ementa é regional e permitirá provar, a todos que a degustarem, algumas variedades e produtos tradicionais da região.

Caso seja possível gostariamos que fizessem as vossas pré-inscrições atempadamente, em virtude do número limitado de participantes nas oficinas e refeições. A inscrição nestas, assim como os respectivos pagamentos, devem ser feitos no local, ao início da manhã de sábado, dia 30 de Outubro.

O convite destina-se tambéma todos os guardiões de sementes que tragam consigo algumas para expor (numa banca destinada a todos) e para partilhar com os demais visitantes e guardiões, por forma a valorizar ainda mais este momento de confraternização.

domingo, 17 de outubro de 2010

E.U.A.: Polícia entra em mercearia biológica de arma em punho

 
Noticia da RTNews, com imagens da entrada ameaçadora dos agentes.

No dia 30 de Junho, na Califórnia, a polícia entrou de arma em punho numa loja de produtos biológicos. A razão era a busca por leite não pasteurizado que se encontrava à venda e que segundo as autoridades apresenta grande risco para a saúde. 

O novo inimigo numero 1? Alimentos biológicos
A realidade nos Estados Unidos mostra que quando as multinacionais da biotecnologia dominam as sementes e os mercados, este tipo de situações começa a acontecer. Tudo isto num momento em que a Europa se prepara para imitar os EUA na aprovação de mais transgénicos e consequentemente no crescente domínio das multinacionais na nossa alimentação.
Lêr a notícia completa em inglês, do Los Angeles Times.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

As Bases da Agricultura Biológica

Em 2009 saia o manual 'As Bases da Agricultura Biológica - Tomo I - Produção vegetal',  11 anos após o primeiro trabalho do género em Portugal.
Com cerca de 540 páginas, este livro fala dos principios básicos e fundamentais da agricultura biológica e conta com a colaboração de 15 autores, técnicos no modo de produção biológico, alguns dos quais também agricultores, bem como alguns professores universitários:
Jorge Ferreira; António Strecht; Laura Torres: Fernando Serrador; António Marreiros; Margarida Silva; Ana Cistina Cunha Queda; Ernesto Vasconcelos; J. Raul Rodrigues; José Carlos Franco; José Carlos Marques; Florentino Valente; Maria Mendes Fernandes; Ana Teresa Ferreira; Fernanda Cabral.

Uma obra de leitura e consulta obrigatória para todos os intervenientes no sector, professores, agricultores, técnicos, ambientalistas, que se dediquem ou interessem por uma agricultura sustentável que respeite o homem e o ambiente. Disponível aqui.
Este livro foi publicado pela editora Edibio. Sem dúvida mais uma obra de referência do sector da agricultura biológica em Portugal.

No site da agrobio há toda uma série de livros sobre este assunto, na sua livraria postal, para quem quer saber um pouco mais aqui;)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estados da UE rejeitam sistema de decisão individual para transgênicos

Chantal Jouanno,secretária de Estado de Ecologia Francesa



Os ministros do Meio Ambiente da União Europeia (UE) rejeitaram por ampla maioria nesta quinta-feira a proposta da Comissão Europeia de deixar aos Estados a decisão de permitir ou não o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) em seus territórios, o que permitiria desbloquear a situação.
A França mostrou-se inflexível com John Dalli, o comissário da Saúde do bloco, responsável pela questão.
"Não entraremos na discussão enquanto a Comissão não apresentar as propostas que respondam aos pedidos aprovados por unanimidade em 2008", afirmou a secretária de Estado de Ecologia francesa, Chantal Jouanno, durante uma reunião com os seus colegas em Luxemburgo.
"Os ministros do Meio Ambiente da UE pediram por unanimidade, em dezembro de 2008, o fortalecimento da avaliação dos OGM, uma análise das consequências socioeconômicas do cultivo e um fortalecimento da Agência Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), cuja função tem sido questionada. Nada disso foi feito", recordou Jouanno.
O alemão Norbert Rottgen também criticou a proposta de Dalli, que para ele "questiona o mercado interno".
Luxemburgo e Finlândia também rejeitaram a ideia.
Apenas a Holanda se mostrou satisfeita, enquanto os outros Estados se reservaram o direito de anunciar em breve uma decisão definitiva.
Apenas dois transgênicos são cultivados atualmente na UE: o milho 810 do grupo americano Monsanto, que espera a renovação da autorização, e a batata Amflora, do grupo alemão BASF. Outros 15 OGM, em sua maioria sementes de milho, precisam de autorização de cultivo.

Fonte: AFP


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