terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Wikileaks: E.U.A. quer forçar a Europa a aceitar os OGM



Documentos recentemente expostos pela Wikileaks revelam que os EUA têm estado a pressionar os países europeus para que estes aceitem os organismos geneticamente modificadas(OGM). Embora o apoio dos do governo dos EUA para com as empresas de biotecnologia não seja nenhuma novidade, os telegramas diplomáticos divulgados pela Wikileaks revelam alguns detalhes interessantes sobre o papel da Espanha como um aliado chave dos E.U.A.


Video do site americano Democracy Now sobre a Wikileaks e os OGM, com entrevista a Jeffrey Smith do Institute for Responsible Technology

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Este Natal a Comissão Europeia recebe um cabaz cheio das promessas vazias dos OGM




Hoje às 10 da manhã, em frente à representação da Comissão Europeia (CE) em Lisboa, a Plataforma Transgénicos Fora e a Quercus distribuíram cabazes solidários para realçar o direito a uma alimentação saudável e entregaram igualmente um simulacro de prenda natalícia à CE composta por inúmeros "alimentos" transgénicos indesejáveis. 

Está cientificamente estabelecida a relação entre pobreza e falta de saúde/longevidade, pelo que o direito a escolher e comer o que é mais saudável torna-se particularmente crucial no caso de grupos vulneráveis da sociedade, como as crianças, os idosos e os mais desfavorecidos. A representar cada um destes estratos sociais associaram-se a esta acção pública a Associação 
Verdes Anos, uma escola de educação livre, a ANAI, Associação Nacional de Apoio ao Idoso, e a CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo. As três entidades receberam cabazes de alimentos sustentáveis sem transgénicos, num gesto de reconhecimento da importância desta escolha. 

A Comissão, por seu lado, recebeu os símbolos do falhanço da engenharia genética alimentaralimentos que ninguém quer, sem uma rotulagem que permita escolha, com potencial intrínseco para contaminar a restante produção e, desta forma, tornar mais caro tudo o que não seja transgénico (devido aos complexos programas de monitorização e segregação necessários para evitar a poluição genética). No futuro, mantendo-se as tendências e regras actuais, cada vez menos pessoas poderão pagar para comer sem transgénicos. Ainda mais grave, os portugueses não estão sequer na posse de conhecimento que lhes permita fazer uma escolha informada: segundo o Eurobarómetro(pg. 84) de 2010 Portugal é o país menos familiarizado com o assunto de todos os Estados Membros, apenas ultrapassado por Malta.




Susana Fonseca, presidente da Quercus e porta voz desta acção, clarifica: "O direito a uma alimentação saudável é tão central ao nosso bem estar que faz parte da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Ao aprovar transgénicos sobre os quais pendem pesadíssimas dúvidas de segurança, a Comissão sabe que põe em risco – de uma forma irresponsável – sobretudo aqueles que não conhecem ou não conseguem proteger-se. Mesmo a minoria da população que abrange os consumidores informados e com poder de compra fica impotente perante a falta de rotulagem. O sistema neste momento protege os interesses económicos que fomentam os transgénicos, em detrimento dos direitos dos consumidores." 

Note-se que foram este mês entregues à Comissão Europeia em Bruxelas um milhão de assinaturas por uma moratória à introdução de transgénicos na União. Os europeus procuram alimentos realmente sustentáveis, de produção biológica, compatíveis com a protecção do ambiente e biodiversidade e ainda um elevado nível de saúde pública. Os transgénicos representam um grande e infeliz passo na direcção oposta.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Iniciativa de Cidadãos Europeus definitivamente clarificada: a moratória sobre os OGM impõe-se




Critérios muito claros ...

Como funciona? Um "comité de cidadãos", composto por pessoas provenientes de pelo menos sete Estados-Membros, deve, antes de dar início à recolha de assinaturas, registar a iniciativa junto da Comissão Europeia. Depois de a Comissão fazer uma prévia verificação de admissibilidade, os organizadores podem lançar a iniciativa e começar a recolher as assinaturas. As declarações de apoio podem ser recolhidas em papel ou por via electrónica.

Cada iniciativa terá 12 meses para recolher um milhão de assinaturas, que devem provir de pelo menos um quarto dos Estados-Membros (actualmente, sete). O número mínimo de signatários por país varia de 74.250, na Alemanha, a 3.750, em Malta. No caso de Portugal, o número mínimo de signatários necessários para apoiar uma iniciativa será 16.500.

... perfeitamente preenchidos pela petição da Greenpeace  e Avaaz!

O voto do Parlamento confirma a legitimidade da iniciativa da Avaaz e Greenpeace, entregue à Comissão Europeia a 09 de dezembro. Esta primeira  ICE exige que se congele a aprovação de novas culturas geneticamente modificadas até que a avaliação dos riscos ambientais e de saúde tenha melhorado.





De acordo com as regras que foram aprovadas ontem, a iniciativa da Greenpeace e Avaaz, excede os requisitos mínimos em áreas-chave: mais de um milhão de assinaturas de todos os 27 Estados-Membros, as assinaturas foram recolhidas em menos de um ano, e as quotas por país foram atingidas em 12 países (cinco a mais que o mínimo exigido). Todas as assinaturas são verificáveis.

A Comissão Europeia não pode continuar a ignorar a opinião pública!

Se José Manuel Durão Barroso, considerou a iniciativa de cidadania "inadmissível" por questões de agenda , agora depois do voto do Parlamento, o presidente da Comissão não poderá negar a validade desta última.





Vários deputados europeus também confirmaram terça-feira que a iniciativa é admissível (ver artigo da AFP). "Seria incompreensível recomeçar a recolher um milhão de assinaturas", apoiou o liberal belga Guy Verhofstadt. "Seria inaceitável para aqueles que confiaram no Tratado de Lisboa", disse o líder dos socialistas, Martin Schulz.


Portanto, tem que haver uma moratória imediata sobre todas as aprovações de OGM, tal como e
xigem 
mais de um milhão de cidadãos europeus.












Tradução: ZLO



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mais de um milhão de cidadãos europeus dizem não aos OGM


A primeira "Iniciativa de Cidadãos europeus" de sempre é entregue a John Dali - Comissário da UE da Saúde e da Política do Consumidor. Mais de um milhão de assinaturas cercam a peça de arte 3D que cobre 380 metros quadrados do pavimento.

Chegámos ao fim de uma corrida incrível para conseguir que 1 milhão de pessoas peçam uma alimentação segura e que paremos de cultivar organismos geneticamente modificados (OGM) na UE. Mas esta não é uma petição como as outras. Pela primeira vez estamos a usar os nossos direitos de cidadãos europeus sob o Tratado de Lisboa.



A Greenpeace, juntamente com a Avaaz entregaaram hoje, 9 de Dezembro de 2010, mais de 1 milhão de assinaturas ao comissário europeu da Saúde, John Dalli. Na verdade, ele foi o motivo que iniciou esta petição da Avaaz, isto porque em março, ele seguiu em frente com a autorização da controversa batata OGM, resistente aos antibióticos, apesar da oposição da opinião pública e das preocupações científicas.


Esta corrida tem batido muitos recordes: É a primeira "Iniciativa de Cidadãos Europeus" (ICE) entregue à Comissão Europeia após a adopção do Tratado de Lisboa. Mais de 1 milhão de pessoas assinaram a petição no prazo de 7 meses em 27 países da Europa e ultrapassamos os limites do número necessário de cada país em 12 estados membros! Isso é o dobro da quantidade necessária para a ICE tal como está agora.



Portanto, fica a questão para o comissário Dalli e para a Comissão Europeia: será que eles ouvem 1 milhão de cidadãos e vão responder às preocupações reais das culturas GM, ou vão ficar do lado da indústria agro-química? 
Se a Comissão não está disposta a agir, estamos preparados para explorar todas as opções disponíveis, incluindo as vias legais e ai precisamos do seu apoio!

Fonte: Greenpeace

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Povo quer uma Europa Social



O Povo Europeu, há cerca de um ano, uniu-se e assinou uma petição contra os OGM e que seria depois entregue à Comissão Europeia...
Foram mais de 1 milhão de individuos que acreditam (ou pelo menos tentam!...), no sistema democrático.
Esta petição, era uma operação conjunta da Greenpeace e da Avaaz.

Aquando da confecção do Tratado de Lisboa, a nata politica europeia achou por bem de deixar uma janela "social" para que os cidadãos possam expressar a sua opinião. A esta pequena janela deram o nome de "Iniciativa de Cidadãos Europeus", que determinava que quando mais de 1.000.000 de cidadãos europeus se juntassem e assinassem uma petição a Comissão era obrigada a agir...

Pois bem, o que é que estes "senhores" fizeram quando o povo europeu conseguiu pela primeira vez atingir essa meta de um milhão de assinaturas?

AGIRAM!

Mas não da forma que possa estar a pensar... Andam nos bastidores a arranjar forma de alterar os textos que regulam a tal forma democrática de "Iniciativa de Cidadãos Europeus" para que não tenham que seguir o que o consumidor quer, isto é, estão a tentar dar a volta ao Povo Europeu!!!!



Felizmente que lá no meio destes "senhores", há sempre alguém que está lá realmente a trabalhar para nós o POVO!
Deixo-vos com o link de mais uma petição para ajudar os que lá estão a representar-nos, tentando impedir que alterem o que este tratado tinha de SOCIAL!


Petição AVAAZ: é tempo de uma democracia propulsionada pelas pessoas!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Wikileaks: E.U.A. quer impingir OGM na África





A publicação da Wikileaks de telegramas diplomáticos secretos do Departamento de Estado dos EUA classificados pode ser problemático, mas tem sido um tesouro de informações sobre o funcionamento do corpo diplomático americano. Para a maior parte dos casos, as revelações confirmaram coisas que já sabíamos sobre a política dos EUA - e que parece ser o caso da única menção de uma política agrícola nesses milhares de e-mails e documentos (sem dúvida, existem mais) para a qual fui alertado.

Enterrada no fundo de um documento que delineia as prioridades para a recolha de informações na região africana dos "Grandes Lagos" em países como o Burundi, República do Congo e Ruanda, encontramos uma lista do que o Departamento de Estado gostaria de saber em relação à política agrícola da região. Coisas como as políticas governamentais de segurança alimentar, juntamente com informações sobre o impacto dos crescentes preços dos alimentos nesses países. Estatísticas de produtividade agrícola, sobre a melhoria da infra-estrutura, dados sobre o desmatamento e a desertificação, as questões da água e as espécies invasoras são também incluídas como prioridades para a "reportagem".

Mas um dos temas  que também faz parte da lista de prioridades do serviço secreto é o seguinte:

"O governo dos E.U.A. está comprometido a aceitar os alimentos geneticamente modificados e a propagação das plantas geneticamente modificadas"




Tom Philpott relatou sobre a conselheira de Estado para a Ciência, a apaixonada pela biotecnologia Nina Federoff e as suas ligaç


ões com a 

indústria - e, certamente, o chefe do USDA, Tom Vilsack, acredita que os alimentos geneticamente modificados são uma resposta à fome no mundo. Então esta revelação dificilmente conta como uma surpresa. Mas ainda assim é uma pena ver que os nossos espiões estão activamente ocupados a esforçarem-se para tornar o mundo seguro para a Monsanto. Não ter


ão eles nada de melhor para fazer?








Fonte: Grist

Tradução Zona Livre de OGM



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Milho OGM diminui em Portugal


Pela primeira vez desde 2005, a área cultivada com transgénicos foi mais pequena este ano do que no ano passado. Também pela primeira vez uma região "desapareceu do mapa": em 2010 o Algarve deixou de ter cultivos transgénicos (entre 2007 e 2009, ao arrepio da vontade política da região, apenas a Herdade da Lameira, em Silves, tinha cultivado anualmente entre 40 e 50 hectares de milho transgénico).



Ou seja, o gráfico diz tudo: a cultura de milho transgénico diminuiu em Portugal! 

Se o Ministério da Agricultura, em vez de promover uma tecnologia patenteada cujo lucro reverte directamente para multinacionais estrangeiras, desse atenção e apoiasse o desenvolvimento de processos e boas práticas capazes de resolver de forma ecológica e sustentável o problema da broca do milho, o milho OGM dexaria de ter qualquer interesse para os agricultores portugueses.

Todos os gráficos foram construídos com base nos números oficiais sobre transgénicos publicados pela Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura.

domingo, 28 de novembro de 2010

Derrota da Monsanto na Alemanha




A Monsanto e o lobby pró-OGM sofreram uma grande derrota na Alemanha. 
O Tribunal Constitucional Federal reafirmou a 24 de Novembro de 2010, a legitimidade da legislação alemã, que estabelece uma abordagem preventiva dos OGMO tribunal alemão reconhece também os riscos desconhecidos de OGM a longo prazo.

O ataque da Monsanto

Em 2005, um dos 16 estados alemães, Saxónia-Anhalt, apoiado por um advogado da Monsanto (Freshfield & Co), entrou com uma acção judicial contestando a legislação alemã sobre os OGM. Em particular, ele atacou-se ao regime de responsabilidade estrita assim como o registo público obrigatório da localização exacta dos campos de ensaios de OGM. O lobby pró-OGM afirmou que a legislação impedia que os agricultores plantassem OGM e, portanto, violava a Constituição.

Após 5 anos de deliberações, o supremo tribunal alemão reiterou que os riscos dos OGM a longo prazo são desconhecidos devido à falta de dados científicos. Portanto, o governo alemão tem a obrigação de agir com prudência para proteger o ambiente para as gerações futuras.

Na sua decisão o juiz repetiu várias vezes que a engenharia genética altera a estrutura da própria vida, o que pode ter efeitos irreversíveis. Portanto, um alto nível de cuidado em torno do cultivo e comercialização de OGM é perfeitamente legítimo.



Registo público obrigatório

Um dos alvos da acção do lobby  pró-OGM punha em causa o registo obrigatório e público da localização de campos de ensaio de OGM. O tribunal confirmou que o registo, tal como existiu até agora é muito importante no contexto de uma sociedade democrática e pluralista. Para os juízes, o registro também fornece um meio para informar a sociedade e contribui para o processo de debate público.


A responsabilidade estrita

Outra medida contestada pelo lobby OGM foi o regime de responsabilidade estrita ou objectiva. Na Alemanha, um agricultor que planta transgénicos é considerado responsável se contaminar um campo próximo. O Tribunal Constitucional Federal alemão mantém as regras da responsabilidade objectiva, e especifica que os OGM têm impactos negativos sobre a agricultura biológica.

A decisão do tribunal alemão está em perfeita harmonia com o recente acordo alcançado na Organização das Nações Unidas durante a reunião em Nagoya no Japão sobre Biossegurança. Os países podem agora adoptar uma responsabilidade nacional para cumprir as suas obrigações ao abrigo do Protocolo de Biossegurança.


A decisão na Alemanha e o acordo de Nagoya, devem incentivar outros países a adoptar um regime de responsabilidade objectiva para a contaminação causada por transgênicos semelhante ao da Alemanha.

Adaptado de um blog escrito por Stephanie Towe-Rimkeit, militante responsável da campanha agricultura sustentável da Greenpeace na Alemanha.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

REGRESSO ÀS ORIGENS - Reportagem da RTP sobre Permacultura em Portugal



Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP


Numa altura em que a crise coloca graves constrangimentos nos orçamentos das famílias portuguesas, a RTP foi à procura de gente que acautelou o futuro, mudando hábitos de consumo, comportamentos, no sentido de garantir um modo de vida auto-sustentável.

Histórias de pessoas que se tornaram mais felizes com menos.
Seguem os princípios da Permacultura, isto é, a cultura da natureza.

Nesta reportagem do Linha da Frente, acompanhamos o quotidiano de uma conhecida manequim dos anos oitenta, a Maria Afonso Sancho, que deixou Lisboa e foi-se instalar no Montijo. Mudou todos os seus hábitos optando assim por uma vida ligada à natureza.
Tem um jardim comestível e dedica-se à agricultura biológica.
E agora, quando tem de fazer compras, não faz grandes gastos.

Outro caso, é o do Helder Valente que vive no centro de Lisboa, e que transformou o quintal do apartamento numa horta com dezenas de plantas e flores. Durante uma parte do ano ele e a sua esposa vivem do que produz a horta. Chamaram-lhe a Toca do rebento.

Histórias cruzadas que se ligam com a Loja do Vizinho, em Pombal. Um lugar de troca de produtos e objectos em segunda mão.

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